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Sábado, 14 Abril 2018 15:21

Investigado, Temer diz que 'não se pode tolerar corrupção'

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Investigado por suspeitas de ter recebido propina por meio de amigos, o presidente Michel Temer afirmou neste sábado, em discurso na Cúpula das Américas, no Peru, que "não se pode tolerar a corrupção". Ele disse que a corrupção "corrói" a sociedade e que a melhor resposta a isso é a democracia, como mostra, segundo ele, a experiência brasileira.

— Não se pode tolerar a corrupção, a corrupção corrói tecidos sociais, compromete a gestão pública e privada, tira recursos valiosos da educação, saúde e segurança. O combate à corrupção é imperativo da democracia. A democracia é a melhor arma para fazer frente a esse mal, é o que demonstra a experiência brasileira — disse Temer.

O presidente fez questão de enaltecer sua "ambiciosa agenda de reformas", sem mencionar, por exemplo, que não conseguiu aprovar a reforma da Previdência, uma das principais agendas de seu governo. Ele também elogiou a superação da crise econômica.

— No Brasil, foi na abertura ao mundo que superamos a maior crise econômica de nossa história, na abertura e resgate da responsabilidade fiscal e social, que são dois lados de uma mesma moeda. Com abertura e responsabilidade traduzidas em ambiciosa agenda de reformas modernizadoras, voltamos a crescer de forma sustentada e a gerar emprego e renda, devolvendo aos brasileiros oportunidades que haviam sido retiradas. Oportunidades que seguem constituindo signo maior das Américas — afirmou o presidente.

Em seu discurso, Temer disse também que "não existe espaço em nossa região para alternativas à democracia”, mas, ao contrário de outros chefes de Estado, foi mais cauteloso e não defendeu o não reconhecimento do resultado das eleições presidenciais da Venezuela no próximo dia 20 de maio.

— Não posso deixar de mencionar a crise política, econômica e humanitária que atravessa um país vizinho e irmão. Temos acolhido dezenas de milhares de venezuelanos que buscam no Brasil condições para uma vida digna — declarou Temer.

Segundo o presidente, “o que é mais espantoso é que há tempos tentamos mandar remédios para a Venezuela, o que foi negado”.

— Reitero, não há mais espaço em nossa região para alternativas à democracia e por isso trabalhamos em instâncias como o Grupo de Lima (formado por 14 países do continente) tratando dessa matéria, por isso queremos uma Organização de Estados Americanos (OEA) cada vez mais atuante — assegurou Temer.

O chefe de Estado enfatizou a necessidade de “ajudar o povo da Venezuela”.

— Nossa região já superou muitos desafios, temos motivos para confiar no futuro — afirmou Temer.

Com informações O Globo

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