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Luzenor de Oliveira

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Política

Pesquisa do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol), com base em informações do Diário Oficial, mostrou que, em 10 anos, dos 3.489 profissionais que ingressaram na corporação por meio de concursos públicos, 2001 escrivães e inspetores abandonaram a carreira. A evasão, segundo o Sinpol, representa 58% do total de convocados, como alerta, em entrevista à edição desta segunda-feira, 23, do Jornal Alerta Geral (Rádio FM 103.4 – Expresso Grande Fortaleza + 25 emissoras no Interior), o presidente do Sinpol, Lucas Oliveira.

O presidente do Sinpol afirma que o alto índice de evasão “reflete a falta de valorização e falta de estrutura da nossa Polícia Civil”. Segundo Lucas Oliveira, os baixos salários – a Polícia Civil do Ceará recebe um salário menor do que a Polícia Civil do Piauí, Estado que tem o menor PIB da região Nordeste – e exercer a atividade de custodiar presos, que não é atribuição da corporação, são os principais motivos para o alto número de pedidos de exoneração.

Com o alto índice de evasão, o presidente do Sinpol lembra que a quantidade de policiais civis no Ceará é insuficiente para atender a quantidade de demanda. De acordo com a Sinpol, no Estado, a corporação conta com 3,7 mil policiais civis para atender 9 milhões de cearenses atualmente. Na década de 1980, com uma população menor, o Estado contava com mais de 4 mil policiais integrando a corporação. “Não dá para fazer o trabalho que a sociedade precisa com uma situação dessas”, pontua o presidente do Sinpol.

A realidade da Polícia Civil, explica Lucas Oliveira, contribui para a lentidão da resolução de crimes no Estado – a corporação é a responsável pelas investigações dos delitos criminosos. Com o aumento no número dos inquéritos, a criminalidade e o sentimento de impunidade cresce no Estado, alerta o presidente do Sinpol.

Lucas Oliveira expõe, por exemplo, a realidade da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que tem mais de 5 mil inquéritos esperando investigação. A delegacia de Juazeiro do Norte também foi citada pelo presidente do Sinpol. Lá, 2 mil inquéritos também tramitam à espera de resolução. “É impossível se fazer um bom trabalho diante de tanta demanda, com poucos policiais”, conclui Lucas.

Reunião com o governador

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol) ainda ressaltou que não adianta só fazer concurso, em virtude do alto índice de exonerações. O Governo do Estado, segundo ele, deve trabalhar para manter seus policiais civis nos cargos, o que não vem acontecendo.

Para Lucas Oliveira, os concursos ainda são insuficientes, dada a carência nas delegacias do Ceará de inspetores, escrivães e delegados, principalmente no Interior cearense. O presidente do Sinpol pediu para que o governador Camilo Santana (PT) valorize mais a corporação e disse que deve se encontrar com o chefe do Executivo estadual nos próximos dias, para apresentar propostas e discutir alternativas.

Lucas ainda criticou o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), afirmando que “falta empenho” do órgão estadual nas fiscalizações da lei.

Confira no anexo a entrevista com o presidente do Sinpol, Lucas Oliveira, à edição desta segunda-feira do Jornal Alerta Geral:

Na contagem regressiva das horas para se desincompatibilizar do cargo de secretario para Assuntos Internacionais do Governo do Ceara, Antônio Balhmann revela que pelo menos outras três empresas chinesas, além da já confirmada Qingdao Xinyutian Chemical, devem se associar ao projeto da refinaria no Pecém. Mesmo sem declinar nomes, Balhmann afirma que uma deve fazer a planta da unidade de refino, enquanto as outras duas empresas vão se dividir no desenvolvimento da engenharia e da construção de três usinas térmicas de 300 megawatts (MW) que serão instaladas na própria unidade de refino. Não está claro a participação acionária de cada uma delas no projeto do complexo petroquímico.  Uma nova agenda com os representantes das empresas está sendo definida para, então, avançar na assinatura do memorando de intenções. Mas nessa etapa, Balhmann estará de volta ao seu mandato de deputado federal, em Brasília, e ainda não se sabe se terá função em novas tratativas.

 Termos do acordo

O governo cearense prevê, inicialmente, que deve ter participação de 10% do negócio, relativo ao valor do terreno onde será construída a refinaria, mas que pode vender no futuro. O acerto da parceria do Estado no empreendimento se deu na assinatura do memorando de entendimento com o Banco de Desenvolvimento da China, em dezembro de 2017. Pelos termos do acordo, US$ 4 bilhões serão destinados à primeira fase da refinaria, enquanto que US$ 500 milhões vão para a construção de um novo terminal petroleiro ou a expansão do Terminal de Múltiplas Utilidades (Tmut) do Porto do Pecém. Já mais US$ 4 bilhões serão destinados para a segunda fase da refinaria e outros US$ 3 bilhões para a construção de uma indústria petroquímica.

Cegás

A Cegás registrou aumento de 16,69% nas vendas de gás natural em 2017. O volume comercializado passou de 1.360.162 m³/dia em 2016 para 1.587.152 m³/dia em 2017. O segmento térmico puxou o crescimento, com a captação de novos clientes como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Segundo o balanço da companhia, quando excluído o consumo de gás natural pelo segmento termoelétrico, o volume médio de gás comercializado pela Cegás para todos os demais segmentos foi de 458.872 m³/dia, o que corresponde a um aumento nas vendas de aproximadamente 3,19% em relação a 2016 (444.705 m³/dia). No segmento termoelétrico, a Cegás apresentou, em 2017, um volume médio diário de gás comercializado de 1.128.280 m³/dia, alta de 23,25%, em relação a 2016. Segundo Figueiredo, o resultado é reflexo dos despachos feitos pelos Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Outra parceria

Como uma empresa de economia mista controlada pelo Estado, a Cegás possui ainda mais dois acionistas. O governo tem 51% das ações ordinárias. Já a Gaspetro (empresa da Petrobras) e a Mitsui Gás (companhia japonesa) possuem 49% das ações. Além desses parceiros, a companhia está prospectando uma unidade de regaseificação em terra no Porto do Pecém e já existe negociação aberta com os coreanos da Kogas. A vantagem para a Cegás é que com esta unidade em terra podemos transportar o gás natural liquefeito para o Interior através de trens ou de carretas, trazendo mais competitividade e desenvolvimento para o Ceará.

 Leilão de usinas

Três projetos de usinas termelétricas a gás, todos na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, estão no foco de interesses de empresas que estão disputando o leilão de energia A-4, a ser realizado nessa quarta-feira, 4. Um dos projetos será da Eneva e outro da Enel, ambos de ampliação de suas usinas, e um do Grupo Ponte Nova, que terá investimento de US$ 1 bi em uma planta que gerará 1,3 GW. Com esse leilão, o Ceará ampliará sua posição de exportador de energia. Expectativa e que pelo menos um dos três projetos que disputarão o leilão terá sucesso, o que garantirá fornecimento de energia elétrica às empresas do Complexo Industrial do Pecém, incluídas as da ZPE, que será visitada sábado por empresários do Japão.