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O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, destacou que o Grupo Banco Mundial terá mais capacidade para elevar os investimentos para países em desenvolvimento com a decisão do Board de governadores da instituição multilateral, que propôs o aumento de capital de US$ 13 bilhões, distribuídos em US$ 7,5 bilhões para o Banco Mundial e US$ 5,5 bilhões para a International Finance Corporation (IFC). Depois de aprovada, a elevação de capital deve passar a valer a partir deste ano. O funding do Grupo Banco Mundial (GMB) hoje é próximo a US$ 60 bilhões.

"Avançar o pacote proposto de política irá prover um caminho para atingir nossos ambiciosos objetivos globais", apontou Guardia, em declaração na 97ª Reunião do Comitê de Desenvolvimento do Grupo Banco Mundial, feita em nome do Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago. "Um Grupo Banco Mundial mais forte contribuirá para nossa coletiva busca de crescimento maior, sustentável e inclusivo", apontou.

O ministro destacou que é um importante dever do Banco Mundial apoiar países para criar e implementar reformas estruturais que elevarão a atuação do setor privado na economia, e fomentar investimentos em infraestrutura.

"Cerca de US$ 2,5 trilhões de dólares são investidos por ano no mundo em transportes, energia, água, sistemas de telecomunicações", apontou Guardia. Segundo ele, este montante continua insuficiente para as necessidades globais nestes segmentos, o que resulta em menor crescimento econômico e provisão de serviços essenciais para o público, sobretudo para os cidadãos mais pobres. "Desta forma, uma particular atenção deve ser dedicada para países de renda média, pois neles residem 70% dos pobres e 71% dos refugiados do mundo", ressaltou.

Para Guardia, é fundamental elevar as metas do Banco Mundial para mobilizar recursos privados para apoiar projetos de infraestrutura. Segundo ele, os governos têm restrições orçamentárias para alocar capitais para aplicar nesta área, mas, ao mesmo tempo, investidores institucionais e financeiros possuem perto de US$ 120 trilhões em ativos que poderiam, ao menos parcialmente, apoiar tais projetos para ampliação de Formação Bruta de Capital Fixo.

"Atrair investimentos privados é essencial para entregar a infraestrutura mais necessária com a qualidade mais adequada dentro do cronograma para 2030", apontou o ministro da Fazenda. Ele considerou como oportunos os mecanismos desenvolvidos pelo Grupo Banco Mundial para viabilizar a aproximação em projetos neste segmento entre os setores público e privado.

Contudo, ele destacou que tal processo requer melhorar processos de preparação de projetos, padrões de contratos e de instrumentos financeiros, além da necessidade de mitigar riscos. Segundo Guardia, "deve ser uma alta prioridade da nossa agenda de desenvolvimento" maximizar o fluxo de financiamentos, com normas regulatórias e mecanismos para redução de riscos, a fim de promover a eficiência de mercados.

O diretor executivo do Banco Mundial, Otaviano Canuto, destacou à Agência Estado que a proposta de aumento de capital da instituição e do IFC, no total de US$ 13 bilhões, é "uma demonstração de força do multilateralismo." Na reunião de abril do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial foi reforçada a defesa da atuação dos países em conjunto para continuar o bom ritmo de crescimento mundial, com destaque para a defesa do livre comércio, ao mesmo tempo que ocorreram manifestações contrárias ao protecionismo. 

Com informações da Agência Estado

O mercado financeiro reduziu, pela quarta vez seguida, a projeção para o crescimento da economia este ano. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC) a instituições financeiras, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), desta vez, passou de 2,76% para 2,75%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,89%. Para 2019, a expectativa permanece em 3% há 12 semanas seguidas. Os dados constam do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central às segundas-feiras.

Já a estimativa para a inflação subiu, após dez semanas consecutivas de redução. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) passou de 3,48% para 3,49%. A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,07% para 4%, abaixo do centro da meta (4,25%).

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão do mercado financeiro, a Selic encerrará 2018 em 6,25% ao ano e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

 

Com informação da Agência Brasil

Para tentar impedir a paralisação da máquina administrativa e dos investimentos públicos no ano que vem, o Governo vai ter de postergar para 2020 o reajuste dos servidores públicos previsto para 2019. Com isso, cerca de 370 mil servidores de 23 categorias, como professores, militares, auditores da Receita e peritos do INSS, ficariam com os salários congelados. A expectativa, segundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, é que essa postergação gere uma economia de cerca de R$ 5 bilhões.

A medida seria necessária porque o reajuste escalonado negociado pelo governo em 2016, época de inflação mais alta, está em descompasso com a realidade de agora. Mesmo com o IPCA rodando abaixo dos 3% ao ano, o reajuste previsto para 2019 é de até 6,31%. O percentual garante ganho real do poder de compra dos servidores às custas de outros gastos que precisarão ser cortados para que o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação, não estoure.

O Ceará teve um grande desempenho na área de exportação de frutas fresas neste primeiro trimestre de 2018, em comparação ao mesmo período de 2017. Segundo os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço (MDIC), no ano passado o Estado exportou cerca de 3.143 milhões de dólares enquanto neste ano exportou 25.126 milhões. Isso representa um aumento de 700%. “A exportação superou inclusive o primeiro trimestre do ano 2016, que tinha apresentando um número expressivo nas exportações de frutas frescas”, destaca o secretário da Agricultura, Pesca e Aquicultura do Ceará, Euvaldo Bringel.

O jornalista do Jornal Alerta Geral (Expresso 104,3 FM – Grande Fortaleza e Região Metropolitana + 24 emissoras do Interior do Estado), Carlos Alberto Alencar traz mais informações no anexo logo abaixo:

As novas regras anunciadas pelos bancos para o cheque especial e o cartão de crédito, que passam a valer em julho, não devem reduzir o nível de endividamento dos brasileiros, avaliam especialistas. O risco é que, em alguns casos, a situação até se agrave, dizem, fazendo um paralelo com as mudanças no rotatito do cartão de crédito, que acabam de completar um ano.

Também baseadas em financiamento, a juros menores, para quem passar mais de um mês no rotativo, as alterações nos cartões garantiram aumento na adimplência, mas agravaram o endividamento, afirmam. Pesa para isso o fato de que, para as instituições financeiras, não há negociação quando as contas estão em dia, independentemente do quanto da renda esteja comprometida com dívidas.

Dos 61 milhões de brasileiros inadimplentes, 30 milhões já podem ser considerados superendividados, calcula Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “A troca de dívidas pode diminuir a exposição aos juros do rotativo ou do cheque especial imediatamente, mas o endividamento continua, só que numa progressão mais lenta. E apresenta a possibilidade de descontrole com múltiplas operações de crédito, aumentando o comprometimento da renda e a dificuldade para entendimento de saldos”, afirma a economista.

Daniel Bucar, professor de Direito Civil do Ibmec/RJ, pondera que as normas são boas para o endividado de ocasião, aquele que precisou usar o rotativo ou o cheque especial para suprir um gasto extraordinário. “Para quem está inserido num ciclo de endividamento, as normas se destinam ao alongamento da dívida, um convite para contrair novos débitos, o que pode agravar o (super) endividamento”, explica Bucar.

Segundo Patrícia Cardoso, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Rio, para reduzir o superendividamento, a receita é atuar na concessão do crédito. “Se o Banco Central punisse rigorosamente a concessão irresponsável de crédito, com certeza o cenário melhoraria. O fato é que iniciativas isoladas não dão conta do problema do superendividamento”, diz Patrícia, que conta já ter recebido queixas dos próprios bancos em relação à regra do rotativo.

“Quem está endividado não tem um cartão de crédito só, e cada banco tem uma política para o parcelamento e para juros do rotativo. No fim, o consumidor não sabe quais são os juros nem em quantas parcelas tem o financiamento, o que gera mais reclamações às instituições”, lembra Patrícia.

Amaury Oliva, diretor de Autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), explica que as mudanças no cheque especial têm justamente a intenção de estimular o uso consciente, além de reduzir os custos do consumidor, à medida em que oferece crédito com taxas mais baratas. “O cheque especial é para ser usado em situações de emergência e por curto período de tempo. Às vezes, o consumidor o utiliza como uma opção de crédito mais alongado. Há produtos mais adequados e mais baratos para esse fim”, pontua Amaury.

Inadimplência em dívidas negociadas

Oliva conta que, em pesquisa feita antes da mudança nas regras, os consumidores apontaram que não queriam parcelamento automático do saldo, mas tinham interesse em migrar para uma linha com condições mais favoráveis que atendessem a seu perfil. É o correntista, diz, quem decide se adere ou não à proposta.

“Pode haver casos em que haja uma redução do limite oferecido para evitar que o correntista entre numa situação de superendividamento, o que não interessa nem aos bancos, nem ao Estado, nem ao consumidor”, explica o diretor da Febraban.

A economista do Idec, por sua vez, ressalta que, em muitos casos, para chegar aos acordos de consolidação de dívidas, as medidas adotadas pelas instituições são de “deseducação” financeira, onde o banco orienta o cliente a suspender o pagamento para criar condições de renegociação. A medida, segundo ela, é abusiva e de má-fé, pois eleva o endividamento com multas e encargos adicionais por atraso:

“A chamada ‘composição de dívidas’, quando o banco reúne o saldo de cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal e converte tudo numa nova operação de crédito, com juros intermediários entre os já existentes, responde atualmente pelo segundo maior índice de inadimplência, perdendo apenas para o rotativo, comenta a economista do Idec.

Ione diz que nessas negociações os consumidores assumem compromissos acima da capacidade de pagamento e acabam retornando à inadimplência e a um novo ciclo de uso do cheque especial e do cartão de crédito.

Bucar avalia que falta para o endividado brasileiro uma regulamentação que o proteja. O projeto de lei sobre superendividados, que modifica o Código de Defesa do Consumidor, em análise no Congresso, diz ele, contempla o crédito abusivo:

“Em relação ao tratamento da crise patrimonial em si, o texto é deficiente, pois não abrange outras dívidas, como aluguel, condomínio, IPTU, pensão alimentícia. É preciso uma lei para o tratamento de dívidas que abranja todos os débitos, tal como ocorre há mais de um século nos Estados Unidos e, mais recentemente, nos países da União Europeia”, ressalta Bucar.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o índice de inadimplência do cartão vem caindo consecutivamente, chegando a 6,1% em fevereiro. Para a Abecs, isso mostra que a regra teve efeito positivo. A associação lembra que o valor financiado no parcelamento é deduzido do limite de crédito do cartão, que vai sendo liberado à medida que as parcelas são quitados. Dessa forma, afirma, não é possível a dívida entrar no efeito "bola de neve".

Com informações do Jornal O Globo 

A redução das taxas de juros do crédito imobiliário e o aumento do percentual do valor do imóvel financiado anunciados esta semana pela Caixa Econômica Federal podem contribuir tanto para o próprio banco quanto para melhorar o cenário do mercado imobiliário no Brasil. É o que avaliam economistas entrevistados pela Agência Brasil. Os especialistas dizem que, apesar das condições favoráveis, compradores devem ter cautela antes de assumir dívidas e avaliar se as parcelas cabem dentro do orçamento.

As taxas mínimas da Caixa passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI. O banco também aumentou novamente o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%.

De acordo com o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Alberto Ajzental, especialista no setor, a medida traz à Caixa, que estava há 17 meses sem mexer nas taxas, “de volta para o jogo”. A mudança equipara o banco em termos de juros para financiamento imobiliário no SFH ao Itaú Unibanco, que até então oferecia taxas mais vantajosas.

A decisão, segundo o economista, foi acertada uma vez que o cenário econômico está favorável com a queda da Selic, que é taxa básica de juros da economia, para 6,5% ao ano. Além disso, o banco está em um bom momento.

No ano passado, alegando falta de recursos, a Caixa reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento de imóveis usados. No mês passado, no entanto, o banco mostrou melhoras, anunciando um lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões, em 2017. O crescimento em relação a 2016 chegou a 202,6%.

“Isso ajuda a ter liquidez. Ao longo do ano passado a Caixa não estava se vendo em condições de fazer isso. Acertadamente, olhou para a empresa e não para a pressão política e populista. A empresa tem que ser preservada”, diz.

O professor do Ibmec-DF José Kobori concorda com a análise. “A Caixa estava mais cara que os bancos privados, agora não apenas se equiparou, como ficou pouca coisa abaixo”, compara.

Segundo Kobori, a ação da Caixa poderá aquecer o mercado imobiliário e impulsionar a construção civil, mas é possível que isso não tenha um efeito muito significativo imediatamente, devido ainda a altas taxas de desemprego e endividamento das famílias. “Não podemos ser pessimistas, mas não podemos ser otimistas demais”, pondera. “Se olhar da maneira racional, o endividamento ainda é alto e a massa salarial não cresce de forma suficiente para retomada mais forte da economia”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 12,7 milhões de pessoas desocupadas - a taxa de desemprego tem se mantido estável desde o ano passado. Já o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em março pela primeira vez no ano, atingindo 25,2%, uma alta de 0,3 ponto percentual, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Cuidados na compra
Após período de baixa, o volume de imóveis vendidos no país cresceu 9,4% no ano passado, na comparação com 2016, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional. Foram vendidas 94.221 unidades em 2017, contra 86.140 unidades de 2016. A aposta é que a redução de juros ajude a impulsionar ainda mais o mercado este ano.


Na avaliação de Ajzental, após a recessão dos últimos três anos, o país está em um cenário de estabilidade. “Enquanto está caindo não se sabe se vai afundar junto com o barco, se tem que pular no mar. Na hora que parou de afundar, fica claro quem está no barco e quem está no mar. Quem se manteve, volta a pensar em consumir, obviamente não é o mercado consumidor que tinha pleno emprego, mas é quem está pensando em trocar de carro, trocar de imóvel”, diz.

Para aqueles que querem adquirir um imóvel, a notícia é boa, de acordo com Kobori, pois irão conseguir comprar a casa própria em um bom momento, com taxas baixas. Emprego fixo e estabilidade econômica são segundo ele, requisitos necessários por aqueles que desejam buscar um financiamento. É necessário também avaliar se a parcela do financiamento cabe dentro do salário.

Apesar de ser possível financiar até 70% do imóvel, a dica é quitar o máximo a vista. “A taxa de juros está sempre contra de quem precisa”, diz e acrescenta: “melhor é não financiar, mas se for financiar, a casa própria é melhor do que buscar crédito para trocar de carro, por exemplo. Para cartão de crédito então, nem pensar”, diz.

A Caixa é líder no mercado imobiliário, detendo atualmente cerca de 70% de participação. O banco fechou 2017 com saldo na carteira imobiliária de R$ 421,7 bilhões. Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, o objetivo da redução das taxas de juros é oferecer melhores condições para os clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas.

 

Com informação da Agência Brasil

O edital do concurso da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) foi divulgado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (20). Como já havia sido adiantado pelo governador Camilo Santana, serão 40 vagas ofertadas, sendo 35 para o cargo de Pesquisador e cinco para Analista de Suporte à Pesquisa. Todas as oportunidades exigem Ensino Superior.

As vagas para Pesquisador serão divididas em cinco especialidades: Recursos Ambientais, Recursos Hídricos, Meteorologia, Monitoramento e Informática. Conforme consta no edital, cada uma destas áreas terão ainda atuações específicas. Já para o cargo de Analista, as oportunidades são para Ciências Contábeis e Administração.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site da Comissão Executiva do Vestibular da Universidade Estadual do Ceará (CEV/UECE), e terão início no 1º dia útil após decorrido o prazo de 15 dias corridos, contados a partir do 1º dia útil da data de circulação do Diário Oficial desta sexta-feira. O cronograma com todos os detalhes também ficará disponível no site da CEV/UECE.

O valor da taxa de inscrição do concurso da Funceme será de R$ 130 para ambos os cargos.

O processo será composto de duas fases: a primeira será prova objetiva de múltipla escolha, de caráter eliminatório e classificatório para os dois cargos, e prova discursiva/dissertativa, também de caráter eliminatório e classificatório, para o cargo de Pesquisador. A segunda constará de avaliação de títulos, de caráter apenas classificatório para ambos os cargos. A aplicação das provas será em Fortaleza.

O prazo de validade do concurso será de dois anos contados da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. Todos os demais detalhes podem ser conferidos por meio do Diário Oficial do Estado.

Com o constante trabalho para resolver pendências judiciais ou extrajudiciais por meio do diálogo e da conciliação em precatórios que têm o Estado como devedor, a Procuradoria-Geral do Estado do Ceará (PGE-CE) informa que quem possui precatórios de processos trabalhistas do Estado do Ceará tem a oportunidade de antecipar o recebimento de seu crédito.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 7ª Região lançou edital 03/2018 divulgando a abertura do processo para habilitação de credores interessados em participar das audiências de conciliação. O período começa segunda-feira, 23 e vai até o dia 18 de maio de 2018.

Para solicitar a audiência, a parte deve fazer uma petição no processo do respectivo precatório, informando o interesse em fazer acordo. O pedido de inclusão em pauta de conciliação também pode ser feito por petição dirigida ao Juízo Auxiliar de Conciliação de Precatórios do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, com protocolo direto no órgão ou pelo endereço eletrônico (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.). Após protocolizado o pedido do credor informando o interesse em conciliar, o valor do crédito será atualizado e as partes intimadas para comparecimento à audiência.

As negociações, permitidas constitucionalmente, são dispositivos essenciais para realizar a quitação dos passivos em nome do Estado do Ceará em um tempo mais curto, com menor sacrifício para os cofres públicos em um momento de dificuldades econômicas e com vantagens também para os credores que, poderão dispor efetivamente do seu crédito.

A conciliação em precatório é um dos mecanismos adotados pela PGE como maneira rápida e eficaz para resolver embates por meio de acordo entre as partes. Por intermédio das audiências de conciliação, 116 pessoas já foram beneficiadas em 2018.

Com informações da PGE

Sexta, 20 Abril 2018 18:20

Rendimento médio do cearense cresce em 2017

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O Ceará apresentou um aumento em sua massa mensal de rendimento, passando de R$ 4,7 bilhões em 2016 para R$ 5,1 bilhões em 2017, enquanto que o Brasil, no mesmo período registrou queda de R$ 197,5 bilhões para R$ 194,2 bilhões. A média do Ceará ficou estabelecida, em 2017, em R$ 1.503 reais (R$ 73 reais maior quando comparada à média do ano anterior, ou seja, uma variação positiva de 5,10 p.p) e, apesar de não apresentar grandes diferenças com a média nordestina, mostrou-se 45 por cento menor do que a média brasileira (estabelecendo uma diferença de R$ 675 reais).

Os dados estão no Enfoque Econômico nº 183 – Rendimento de todas as fontes 2016 e 2017 no Ceará, que acaba de ser lançado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), e que tem como autores Dércio Nonato Chaves de Assis e Luciana de Oliveira Rodrigues, assessores Técnicos, e a técnica Rayén Heredia Peñaloza, todos do Instituto. O estudo, ao analisar os rendimentos médios mensais de acordo com o gênero, constata que, em ambos os gêneros, os rendimentos tiveram uma variação positiva quando comparados os anos de 2016 e 2017 para o Brasil, Nordeste e Ceará.

O Brasil apresentou uma pequena diferença entre as variações dos rendimentos entre os gêneros no período analisado (1,3 p.p para os homens e 1,7 p.p para as mulheres), Já o Nordeste e o Ceará apresentaram uma variação maior nos rendimentos dos homens quando comparados aos das mulheres – no Nordeste as variações foram de 7,6 p.p para os homens e 2,9 p.p para as mulheres. No Ceará as variações foram de 7,9 p.p e 0,6 p.p nesta mesma ordem.

Em 2017, o Ceará apresentou uma taxa de proximidade (isto é, a proporção de rendimentos das mulheres em relação ao dos homens) de 81,31 por cento, onde os rendimentos médios mensais para homens e mulheres foram de R$ 1.627,00 e R$ 1.323,00, respectivamente. Já o Brasil, apesar deste apresentar uma grande diferença entre os rendimentos, tanto para os homens, quanto para as mulheres, quando comparado ao Ceará, apresentou uma taxa de proximidade menor de apenas 77,5 por cento, mostrando uma maior desigualdade salarial entre os gêneros.

Instrução
O nível de instrução da população ocupada representa um importante indicador, uma vez que o rendimento de um indivíduo ao longo da sua vida tende a apresentar uma correlação positiva com seu grau de instrução alcançado. Em 2017, aqueles que não haviam se quer completado o ensino fundamental representavam 31,9 por cento da população ocupada no Ceará. Dentro deste grupo, aqueles que não tinham qualquer grau de instrução, ou menos de um ano de estudo, possuíam o menor rendimento médio mensal entre os grupos analisados de 594 reais (apresentando uma variação negativa de 3,3 p.p quando comparado ao ano anterior) e, aqueles que não haviam completado o ensino fundamental, apresentaram um rendimento de 794 reais (uma queda de 1,1 p.p dentro do período analisado).

A proporção da população ocupada no Ceará que havia concluído o ensino médio era de 52,1 por cento em 2017 e seu rendimento médio era de R$ 1.366,00. Apesar de apresentar uma diferença pequena quando comparado ao Nordeste, o Ceará foi o único que apresentou uma variação negativa (de 1,1 p.p) em relação ao ano anterior. Por último, apenas 14,1 por cento da população analisada possuía superior completo com um rendimento médio de R$ 4.152,00. Tal rendimento constatou-se como sendo 3,04 vezes maior quando comparado àqueles com ensino médio completo e 5,54 vezes quando comparado ao rendimento daqueles que não possuíam o ensino fundamental completo.

E, mesmo sendo próximo do rendimento da população nordestina com o mesmo grau de instrução, ainda é 1,23 vezes menor quando comparado ao Brasil. É importante destacar a variação positiva nos rendimentos recebidos pelos cearenses que possuíam ensino superior no período. Para os que possuíam ensino superior incompleto a variação foi de 4 p.p e 1,3 p.p para aqueles que já haviam concluído o ensino superior.

Concentração
O estado do Ceará detinha, em 2016, um rendimento médio dos 50 por cento mais pobres de R$ 507,00, passando para R$ 497,00 em 2017. Em termos relativos, esses valores são similares à região Nordeste, contudo, inferiores à média nacional. O estudo mostra que o percentual do rendimento médio dos 50 por cento da população com os menores rendimentos no Ceará em 2016 representava 65,6 por cento do rendimento médio desse grupo para o Brasil, já em 2017 esse valor era de 65,9 por cento. Pode-se destacar com essa informação que o decrescimento do rendimento médio desse grupo populacional foi mais elevado no Brasil do que no estado do Ceará.

Uma medida tradicionalmente utilizada para aferir o nível de desigualdade em uma sociedade é o Coeficiente de Gini (O índice de Gini mede o grau de desigualdade na distribuição de renda). Seu valor pode variar teoricamente desde 0, quando não há desigualdade – as rendas de todos os indivíduos têm o mesmo valor -, até 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula). O. Ceará e a região Nordeste apresentaram crescimento do índice de Gini nos anos de 2016 e 2017. O Estado apresentava em 2016 coeficiente de Gini de 0,534, passando para 0,552 em 2017. valor superior ao Brasil, mas inferior à região Nordeste.

Com Governo do Estado

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