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O Programa Farmácia Popular, convênio do Ministério da Saúde com empresas privadas que oferece medicação gratuita (para hipertensão, asma e diabetes) e com até 90% de desconto para doenças relacionadas, aumentou em 21,5% a distribuição de medicamentos se comparado ao número de remédios distribuídos em 2015, quando 9,5 milhões de itens foram entregues a população.

Remédios para combater a hipertensão, que leva a maioria dos usuários a procurar a Farmácia Popular, somente em 2017, representaram 6,9 milhões dos 12 milhões de medicamentos distribuídos gratuitamente. O montante de medicamentos distribuídos gratuitamente ano passado cresceu 21,5% se comparado ao número dispensado em 2015, quando foram distribuídos 9,4 milhões de itens. 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2017, 14,6% da população brasileira têm 60 anos ou mais de idade, o que corresponde a 30,2 milhões de pessoas. Em 2016, o número equivalia a 29,5 milhões de brasileiros, o que representa um crescimento de 2,4%. Para atender essa população, o Governo do Brasil mantém a meta de aumentar os investimentos do programa em cerca de 10% ao ano, como explica a coordenadora do Farmácia Popular, Cleonice Gama. “São doenças de alta morbidade e mortalidade no Brasil, o que faz parte de uma estratégia do governo em atenção às doenças crônicas e para atender melhor esse público.”

O incremento também é uma forma de promover o envelhecimento saudável e enfrentar a transição demográfica do País. "Como são doenças crônicas, que atingem principalmente idosos, o crescimento é complementar”, acrescenta Cleonice. Integram a lista de patologias contempladas pelo programa: dislipidemias (colesterol alto), doença de Parkinson, glaucoma, rinite, osteoporose, incontinência urinária e anticoncepcionais, que fazem parte de outra estratégia do governo, voltada para o público jovem e adulto. 

Programa

O Farmácia Popular surgiu em 2004 na rede pública e, em 2006, foi iniciado o convênio com a rede privada de farmácias, o Aqui tem Farmácia Popular, em que o usuário paga parte do valor do produto e o governo subsidia o restante. Em 2011, medicamentos para hipertensão e diabetes passaram a ser gratuitos, e em 2012, aqueles relacionados à asma também integraram a lista de gratuidades. Com isso, mais farmácias aderiam ao programa e mais medicamentos começaram a ser dispensados pelo Ministério da Saúde.

Moradores de 4.341 municípios das 27 unidades federativas podem retirar remédios sem custo ou com desconto de até 90% nas mais de 31 mil farmácias credenciadas.  Ao todo, são disponibilizados 42 produtos, subtipos de 33 itens, sendo que 26 deles gratuitamente e o restante com descontos que chegam a 90%. 

Mudanças

Em abril, entrou em vigor a Portaria nº 739 de 27 de março de 2018, que altera os valores de referência para os medicamentos da gratuidade. “Para o consumidor, não muda nada. É um ajuste aos valores de mercado, de produtos que aumentaram de preço”, confirma a coordenadora do programa no Ministério da Saúde. 

Quem pode usar? 

Qualquer cidadão que se enquadra na faixa etária exigida para fazer uso dos medicamentos pode usufruir da gratuidade. Para retirá-los, o paciente deve apresentar documento de identidade, Cadastro de Pessoa Física e receita médica dentro do prazo de validade de 180 dias.

Com informações do Ministério da Saúde

A atividade econômica registrou queda no primeiro trimestre deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), teve retração 0,13% de janeiro a março, comparado ao último trimestre de 2017, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 16.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, houve crescimento de 0,86% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em março, o indicador apresentou crescimento de 1,05%. Em março, comparado ao mesmo mês de 2017, houve queda de 0,66%. Na comparação com fevereiro, o índice registrou retração de 0,74%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com informações da Agência Brasil

A procura pela vacina contra a gripe, que também protege o indivíduo contra os subtipos H1N1 e H3N2, vem sendo intensa em todos os 46 postos de saúde de Caucaia. O vacinômetro do Ministério da Saúde já sinaliza a aplicação de 47.260 doses no município. O número representa 71,7% da meta do órgão federal, que pretende alcançar 65.909 pessoas.

Mas o total de doses aplicadas é ainda maior. Desde 19 de abril, quando teve início a campanha, Caucaia já imunizou 62.882 pessoas. Destas, mais de 11 mil são portadoras de comorbidades, que não são contabilizadas pelo cálculo do Ministério.

A busca foi intensificada no último sábado, 12, quando a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoveu o Dia D Contra a gripe. Todas as salas de vacina nas Unidades Básicas de Saúde e um ponto de apoio funcionaram das 8 às 17 horas para garantir a ampliação da cobertura vacinal.

“No sábado, nós tivemos uma grande procura pela vacina, mas é importante que a população saiba que continuaremos vacinando. A campanha segue até o dia primeiro de junho”, lembra o coordenador de Imunização da SMS, Luiz Moura Júnior.

A vacina, no entanto, está disponível apenas para os grupos prioritários. Devem se vacinar: crianças com idade entre seis meses e cinco anos incompletos, gestantes, puérperas (mulher que deu à luz há dois meses), idosos, portadores de doenças crônicas, trabalhadores da saúde, professores e população privada de liberdade. Portanto, deve procurar o serviço apenas quem se enquadra em algum desses grupos. As salas de vacina funcionam de segunda à sexta-feira, das 8 horas às 16h30min.

Com informações da Prefeitura de Caucaia

O lucro líquido da Eletrobras teve uma queda de 96% na comparação com os primeiros três meses do ano passado, quando a estatal teve lucro de R$ 1,378 bilhão, em meio a perdas no segmento de distribuição e maiores provisões. No primeiro trimestre deste ano, a estatal registrou lucro de R$ 56 milhões.

A receita operacional líquida caiu 3% no trimestre, somando R$ 8,59 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recuou 70%, para R$ 1,244 bilhão. Somente o segmento de distribuição registrou resultado líquido negativo de R$ 1,91 bilhão, "com destaque para o prejuízo da controlada Amazonas Distribuição, no montante de R$ 1,339 bilhão", informou a Eletrobras no balanço.

As provisões para contingências somaram R$ 512 milhões e as provisões de impairment (baixas contábeis) totalizaram R$ 174 milhões. Já as provisões e despesas com Plano de Demissão Consensual (PDC) ficaram em R$ 272 milhões. A Eletrobras acumulou em 2017 prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão, ante lucro líquido de R$ 3,513 bilhões em 2016.

Resultado da controladora

O balanço informa ainda que a Eletrobras Holding (controladora da Eletrobras) apresentou lucro líquido de R$ 32 milhões, uma redução de 98% em comparação ao lucro líquido de R$ 1,394 bilhão registrado no 1º tri de 2017.

Segundo a companhia, esse resultado foi impactado principalmente por: passivo a descoberto em controladas no montante de R$ 1,870 bilhão, resultado de participações societárias, de R$ 1,480 bilhão, em especial devido lucro dos segmentos de geração e transmissão; contabilização do acordo com a Eletropaulo no montante de R$ 1,064 bilhão, e com efeito líquido no resultado de R$ 653 milhões; provisões para contingências judiciais, no montante de R$ 197 milhões; e contabilização da atualização monetária relativa aos empréstimos compulsórios no montante de R$ 125 milhões.

Com informações G1

Nos últimos cinco anos, o Banco do Nordeste financiou R$ 2,32 bilhões para a cultura do algodão no Nordeste, distribuídos em 514 operações de crédito, média de R$ 4,52 milhões por operação. A Bahia, maior produtor do Nordeste e segundo nacional, é o Estado que mais recebeu recursos do BNB: R$ 2,02 bilhões, em 425 operações.

Tanto no Cerrado quanto no Semiárido, a Bahia supera, com grande diferença, a produção dos demais Estados nordestinos, fato que justifica o grande direcionamento de recursos. Outros estados se destacam na Região: Maranhão e Piauí receberam, respectivamente, R$ 153,7 milhões (6,6% do total) e R$ 150,6 milhões (6,5%), no período 2013-2017.  

Segundo trabalho do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisas do BNB, as boas condições climáticas e o mercado aquecido são favoráveis para o aumento na produção em 2018.

A logística de exportação ainda é uma barreira a ser vencida, já que são longas as distâncias de transporte até o porto de Santos. Em novembro de 2017, contudo, os produtores de algodão da Bahia viabilizaram alternativa de exportação pelo porto de Salvador, a 900 quilômetros dos centros de produção baianos.

Já foram enviadas, por exemplo, 200 toneladas de pluma à Turquia. Atualmente ocorrem dois embarques por semana, um para o Norte da Europa e outro para o Mar Mediterrâneo, de onde há conexões para diversos países da Ásia, Oriente Médio e Oceania.

 

Com informação da A.I

A expansão econômica ficou um pouco abaixo do esperado nos últimos meses, avaliou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na edição da Visão Geral, da Carta de Conjuntura, divulgada hoje (15). Por isso, o Ipea admitiu que revisará a projeção para o crescimento da economia, este ano.

Em março, o Ipea divulgou projeção de crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, para o primeiro trimestre de 2018. Para o ano, a estimativa ficou em 3%.

“Os dados disponíveis de atividade econômica permitem prever que o resultado do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre deve vir inferior ao que era esperado na última Visão Geral da Conjuntura, divulgada em março de 2018. Esse fato deve ensejar uma revisão da nossa previsão pontual de crescimento para este ano, sem alterar de forma substancial, porém, a expectativa de continuidade do processo de reversão cíclica gradual”, diz o Ipea.

Para o órgão, o principal impulsionador de crescimento econômico atual é o ciclo de reduções da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, o menor nível histórico. “Os indicadores de atividade econômica que têm reagido mais fortemente são justamente aqueles que sofrem influência mais direta das taxas de juros e da oferta de crédito – em particular, os setores de bens de capital e de bens de consumo duráveis”, diz o instituto.

Mercado de trabalho

Segundo o Ipea, a “recuperação relativamente lenta da atividade econômica transparece também nos dados de mercado de trabalho”. “A taxa de desocupação, calculada com dados ajustados para a sazonalidade, vem mantendo-se praticamente estável nos últimos três trimestres, girando em torno de 12,5% – patamar ainda muito alto. Além disso, observou-se desaceleração da taxa de crescimento da população ocupada, que passou de 2,1% no trimestre móvel encerrado em janeiro, ante a igual trimestre do ano anterior, para 1,8% em março”, destacou. O Ipea lembrou ainda que “parte significativa dos empregos que estão sendo gerados refere-se ao setor informal, o que é normal para períodos iniciais de retomada”. “Entretanto, empregos formais também estão sendo gerados – como comprovado pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados”, acrescentou.

 

Com informação da Agência Brasil

Uma missão técnica com especialistas veterinários chineses deve desembarcar no país até o final do mês para vistoriar 84 plantas frigoríficas. O anúncio ocorreu durante reunião entre o ministro do Comércio da China, Zhong Shan, e o ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, que está em visita a Pequim para encontro com representantes do governo chinês. A informação foi divulgada na tarde de hoje (15), em Brasília, pela assessoria do ministério.

Desde a realização da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, em março do ano passado, os chineses impuseram restrições à importação da carne brasileira. Logo após a operação, o país chegou a bloquear totalmente a importação de carne.

Em novembro do ano passado, o governo chinês rejeitou o pedido de autorização de 26 plantas frigoríficas brasileiras para exportar carnes àquele país. O veto ocorreu paralelo ao anúncio da liberação de outras 22 unidades. De acordo com o ministério, a expectativa agora é a de que o país asiático libere boa parte desses frigoríficos para exportar.

O Brasil tem, atualmente, 102 processos contra a China em tramitação na OMC (Organização Mundial do Comércio), em que algumas práticas comerciais são contestadas. De acordo com ministro, a reunião com o ministro do Comércio da China, serviu para destravar as negociações. “Vamos acelerar conversas por meio de nossa embaixada em Pequim”, afirmou Maggi.

 

Com informação da Agência Brasil

O preço médio da gasolina no estado Ceará é o mais alto do Nordeste e terceiro do país, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com base em um levantamento realizado entre os dias 6 e 12 deste mês. Com o litro custando R$ 4,56 para o consumidor, o estado ficou atrás apenas do Acre (R$ 4,88) e Rio de Janeiro (R$ 4,72) na lista dos mais elevados.

Segundo a ANP, o litro da gasolina chega a ser comercializado por R$ 4,70 no Ceará; ja o valor mais baixo foi encontrado por R$ 4,24. A pesquisa foi realizada em 216 postos do estado.

Em Fortaleza, o preço médio encontrado nos estabelecimentos é de R$ 4,56. Em um dos postos pesquisados foi encontrado o combustível por R$ 4,29 o litro. O valor mais alto na capital cearense é de R$ 4,59.

O preço médio do litro de gasolina no país ficou em R$ 4,257, ante R$ 4,225 na semana anterior. A alta corresponde a 0,76%. Na última pesquisa, havia recuado 0,02%.

Com o novo aumento, a gasolina acumula alta de 3,85% desde o início do ano, e avança 21,28% desde que a Petrobras iniciou sua nova política de preços, em julho do ano passado.

 

Com informação do G1

A exatos 30 dias da abertura da Copa de 2018 – e no dia em que a Seleção Brasileira será convocada para o maior evento esportivo do planeta – poucos efeitos têm sido notados na economia por conta do Mundial, a ser realizado a partir de 14 de junho, na Rússia.

Nem mesmo o setor de eletroeletrônicos, que historicamente é o mais beneficiado no período, tem demonstrado otimismo com as vendas. Especialistas entrevistados pela Agência Brasil apontam que, em função da crise, há indicações de que o setor informal venha a ser o mais beneficiado pela Copa deste ano.

De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), a expectativa é que a Copa resulte na venda de 12,5 milhões de aparelhos de tv em 2018. Apesar de o volume ser 10% superior ao de 2017, a tendência é de que, no primeiro semestre de 2018, ele fique abaixo do anotado no mesmo período em 2014, quando da última Copa, realizada no Brasil, e vencida pela Alemanha.

“Na comparação com o primeiro semestre de 2014, quando foram vendidas 7,935 milhões de TVs, o volume estimado para 2018 é 14% menor”, disse o presidente da Eletros, Lourival Kiçula, ao afirmar que a indústria se preparou “com bastante antecedência” para esta Copa, no sentido de suprir as demandas vindas dos varejistas e de garantir a reposição de estoques.

Segundo ele, a Copa do Mundo representa uma “inversão de sazonalidade”, uma vez que traz, para o primeiro semestre do ano, as vendas de aparelhos eletrônicos que normalmente ocorrem com maior intensidade no segundo semestre.

“O mercado de televisores muda de patamar a cada quatro anos. Os televisores ganham mais evidência, uma vez que todos os brasileiros, apaixonados por futebol, querem acompanhar os lances de perto com a máxima qualidade de imagem”, disse.

A venda de televisores pode acarretar em um efeito dominó positivo para outros setores. É o caso da TV por assinatura. “A exemplo das Olimpíadas, a Copa ajuda a aumentar a demanda no nosso setor. As pessoas se preparam para a Copa. Elas trocam de televisor, e isso também é algo que as motiva a adquirir canais por assinatura. Uma coisa puxa a outra”, disse o diretor de Produtos de TV por Assinatura da NET, Alessandro Maluf.

Citando levantamentos feitos pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) diz que o setor como um todo registra queda de assinaturas há dois anos, mas que a tendência é de estagnação, já que entre março e abril a redução do número de assinaturas ficou menor, em apenas 900 assinaturas.

“Nosso setor sofre fortemente os impactos da economia, e sentimos uma certa retração no mercado ao longo dos últimos anos. A Copa, no entanto, representa um estímulo para a TV por assinatura. Temos identificado um aumento de demanda e de pessoas interessadas nos canais esportivos”, disse o diretor da NET.

“Em geral nosso carro-chefe são os canais de filmes, os infantis, seguidos dos canais de esportes e de séries. No entanto, em ano de Copa, isso muda, e o carro-chefe fica com os canais de esportes”, afirmou.

Com base na apuração feita com suas associadas, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) indica que até o momento as vendas estão dentro da normalidade para o período, e que, em geral, elas se intensificam a partir deste mês. Os destinos nacionais despontam com 65% da procura, ante 35% do internacional.

A realização da Copa do Mundo no período é apontada como possível fator a pesar na menor procura por viagens mais distantes ou de longa duração em julho. Entre os destinos nacionais, os mais procurados para  julho têm sido Maceió (AL) e Porto de Galinhas (PE).

O aumento do dólar nas últimas semanas também têm resultado na queda da procura por destinos internacionais. Neste caso, os destinos mais procurados são Santiago, no Chile, e Cancún, no México.

Informalidade poderá ter benefícios

Segundo o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Marilson Dantas, a crise econômica prejudicará ainda mais “o efeito mínimo” que a Copa terá para a economia do país. Segundo ele, a tendência será a de favorecer o consumo de produtos mais baratos, oriundos da economia informal.

“O efeito da Copa para o Brasil será mínimo. Incentivará o consumo de alguns produtos específicos e de forma pontual. É o caso, principalmente, dos televisores. Mas em termos gerais o efeito é mínimo, ainda mais em um período de crise como o atual, que naturalmente já levaria as pessoas a consumirem produtos mais baratos como os ofertados pelo comércio informal”, disse.

O comércio informal, acrescenta, não deixa de ser relevante e positivo do ponto de vista econômico, até por ter, em sua cadeia, diversas etapas de formalidade econômica.

“Toda oportunidade de consumo gera riqueza. A economia é única, independentemente de ser ou não formal e ligada a uma pessoa jurídica. A economia informal está dentro da economia. Apenas não é alcançada pela área tributária. Ela apresentará resultados, ainda que não preponderantes para o processo de desemprego”, opinou o professor da UnB.

Segundo ele, o consumo relacionado à temática da Copa em grande parte será direcionado a pequenas empresas ou empresas informais que não pagam royalties para a Fifa (Federação Internacional de Futebol). Elas são as mais beneficiadas por conta do Mundial da Rússia.

“É lá [na economia informal] que estará a maior parte do volume a ser comercializado: bandeiras, camisas não oficiais e, principalmente, apetrechos de pequeno valor”, disse ele.

Vendas no varejo ainda não decolaram

Ciente dessa tendência, o comerciante Elho Carmo de Souza já disponibilizou algumas camisas “não oficiais” e bandeiras para capôs de carros logo à frente de sua loja, em uma das entradas da Feira dos Importados, em Brasília. As vendas não vão bem.

Apenas uma camisa de R$ 30 foi vendida desde que ele montou um varal com seus produtos. “Por enquanto, minha proposta é apenas garantir esse ponto de venda. Eu sei que as vendas só vão começar mesmo a partir de junho, quando começa a Copa”, disse o comerciante que, a cerca de 30 metros da própria loja, é também camelô.

Vendedora em uma loja de roupa esportiva, Lorena Saram diz que as vendas estão bastante travadas. “Notamos uma preferência das pessoas pelas camisas temáticas dos títulos já conquistados pela Seleção Brasileira. Mesmo assim, temos vendido pouco. Em média, apenas uma camisa por dia”, disse.

Ela acredita que a situação irá melhorar um pouco a partir dos próximos dias. “O brasileiro gosta de fazer tudo em cima da hora. Acho que não será diferente em se tratando da Copa do Mundo.”

Efeito para os países que sediam o Mundial

Na Copa de 2014, sediada no Brasil, o peso do evento na economia foi bem maior. “Para os países que sediam a Copa, o efeito é muito maior e envolve todo um processo de investimento pesado, que antecipa demandas de infraestrutura pública, visando os chamados legados. Nesse caso, o setor mais beneficiado é o dos transportes, que têm relação direta com jogos e com os estádios”, explica o professor Dantas, da UnB.

No caso do Brasil, os investimentos foram essencialmente públicos, o que, segundo o professor, acabou por prejudicar as contas públicas.

“Infelizmente não tivemos competência efetiva para atingir todas as metas relacionadas ao legado, já que parte das obras não foi concluída. Dívidas foram contraídas, mas resultados não foram consolidados. Isso costuma acontecer com a grande maioria dos países que sedia a Copa. Não é uma exclusividade do Brasil”, afirmou.

“O esforço foi muito grande e o resultado muito pequeno e envolto a suspeitas de desvios que resultaram em investigações. Veja o caso de Brasília onde foi construído um estádio de quase R$ 2 bilhões. Criamos uma dívida pesada que não faz sentido. Gastou-se para gastar mais, porque, além do pagamento da dívida, pagam-se juros e, agora, gasta-se ainda mais por conta da necessidade de manutenção do estádio”, finalizou.

 

Com informação da Agência Brasil

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