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A Prefeitura de Granja, através da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Editora EGEIROS, lançou nesta terça-feira (24), o projeto “No Mundo da Leitura”, que tem como objetivo estimular a prática da leitura e escrita dos alunos da educação infantil ao ensino fundamental I e II. Na ocasião foram entregues 20 mil livros e 14 mil mochilas.

Os materiais didáticos trabalham temas que atendam às necessidades sociais e escolares atuais visando à formação humana e cidadã de nossos estudantes. Vale ressaltar que todos os materiais foram adquiridos com 100% de recursos próprios. Além disso, os professores também receberão bolsas com livros do projeto e formações contínuas para aprimorar o seu trabalho em sala de aula.

A Prefeita Amanda Aldigueri esteve presente no lançamento do projeto e destacou o compromisso da Gestão Municipal em melhorar a qualidade da educação. “É este o trabalho que vamos dar seguimento para melhorar a nossa educação e consequentemente garantir um futuro melhor para nossas crianças”, destacou a gestora.

E para garantir um futuro melhor para as crianças é preciso valorizar os professores. Pensando nisso, a Prefeita Amanda encaminhou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei do reajuste salarial dos professores. A medida incide de forma linear sobre todas as categorias de professores, mantendo a média salarial do magistério de Granja acima da média nacional. Se comparado aos demais municípios da microrregião, Granja também pratica o maior salário.

“A valorização do trabalho destes profissionais têm por finalidade beneficiar nossos alunos, pois nas mãos destes está o futuro do nosso município! Temos certeza que o nosso esforço será recompensado na excelência do serviço público prestado, o que pode ser constatado pelos índices municipais da educação que só melhoram a cada ano”, finalizou a prefeita.

 

Com informações GRANJA Lançamento do projeto No Mundo da Leitura 3

Os estudantes do distrito José de Alencar, no município de Iguatu, a 365 quilômetros de Fortaleza, passarão a contar com uma nova unidade de ensino. Nesta quinta-feira (26), o governador Camilo Santana inaugura, às 16h, a Escola de Ensino Médio Maria Daurea Mota. Para construir, equipar e mobiliar o espaço escolar, foram investidos R$ 4,6 milhões, provenientes dos Governos Federal e Estadual. O secretário da Educação, Rogers Mendes, estará presente.

A nova unidade oferece uma estrutura adequada para o ensino e a aprendizagem, com seis salas de aula, que têm capacidade de atender até 270 alunos em cada um dos três turnos. A escola dispõe ainda de biblioteca, laboratórios de Informática e de Ciências (Química, Biologia, Física e Matemática), sala para o grêmio estudantil e quadra poliesportiva. A obra foi acompanhada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), por intermédio do Departamento de Arquitetura e Engenharia (DAE).

Segundo a diretora Maria Geneglaudia Holanda, a escola atende em sua maioria alunos provenientes da zona rural. A EEM desenvolve projetos como o Professor Diretor de Turma, que busca evitar a evasão escolar; o Núcleo de Trabalho, Pesquisa e Práticas Sociais (NTPPS), que visa o desenvolvimento pessoal dos estudantes; a célula de aprendizagem cooperativa; o círculo de leitura, além de atividades relacionadas ao projeto Enem Chego Junto, Chego Bem.

A EEM faz parte da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 16, sediada em Iguatu. A rede estadual na região conta com 18 escolas, sendo 10 de Ensino Médio Regular; 04 de Educação Profissional; 03 de Ensino Médio em Tempo Integral; 01 Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja). Em breve, também será inaugurado um Centro Cearense de Idiomas (CCI), em Iguatu.

Serviço
Inauguração da Escola de Ensino Médio (EEM) Maria Daurea Mota
Data: 26.04.2018
Horário: 16h
Endereço: Rua Professora Ana Anilda de Oliveira, S/N, Vila do Distrito José de Alencar, Iguatu-CE

No Dia Mundial da Malária, lembrado hoje (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a resposta global à doença está numa espécie de encruzilhada já que, após um período de sucesso sem precedentes no controle da enfermidade, o progresso parou.

Dados da entidade revelam que, em 2016, foram contabilizados cerca de 216 milhões de casos de malária em 91 países – um aumento de 5 milhões em relação ao ano anterior. As mortes pela doença totalizaram 445 mil no mesmo ano, número similar ao registrado em 2015 (446 mil mortes).

“O ritmo atual é insuficiente para atingir os marcos definidos para 2020 por meio do documento Estratégia Técnica Global da OMS para a Malária 2016–2030 – sobretudo no que diz respeito a metas como a redução de 40% na incidência de casos e mortes pela doença”, informou.

Em comunicado, a entidade lembrou as sete décadas de combate a uma das doenças mais antigas da humanidade e lembrou que o Continente Africano, sozinho, responde por 90% do total de casos e 91% das mortes por malária.

“Os países onde há transmissão de malária estão se posicionando cada vez mais em um de dois grupos: aqueles que estão se encaminhando rumo à eliminação da doença e aqueles com alta carga da malária e que reportam aumento significativo de casos”.

Com o tema Prontos para combater a Malária, a campanha este ano pretende reforçar a energia coletiva e o compromisso por parte da comunidade global em unir esforços em prol de um mundo livre da doença.

“Sem uma ação urgente, a maioria dos ganhos na luta contra a malária está sob ameaça. Neste Dia Mundial da Malária, a OMS continua a cobrar maiores investimentos e cobertura ampliada de ferramentas que previnam, diagnostiquem e tratem a malária”, concluiu.

A doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se o quadro for tratado em tempo oportuno e de forma adequada, podendo evoluir para forma grave e para óbito.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça ou no corpo, náuseas, calafrios e muito suor. O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, como gravidez; e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.

No Brasil

A maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima e do Tocantins.

Para quem esteve em áreas onde há circulação de malária nos últimos seis meses, a orientação é contar o fato a um profissional de saúde. “E, antes de ir para uma área que tem malária, procure orientação sobre prevenção”, informou o ministério.

 

Com informações Agência Brasil

 

Municípios cearenses receberão dinheiro do MEC com aprovação do Plano Plurianual (PPA). O correspondente do Jornal Alerta Geral (Expresso 104,3 FM – Grande Fortaleza e Região Metropolitana + 25 emissoras do Interior do Estado), Diassis Lira traz mais informações. Confira no anexo abaixo:

A Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará, situada no município de Eusébio (Região Metropolitana de Fortaleza), vai ser inaugurada em junho próximo. A última data de entrega da unidade era o fim de novembro de 2017.

A nova precisão é do diretor-geral do empreendimento, o médico Carlile Lavor, adiantando que falta só 1% para conclusão do projeto.

Mesmo sem ter festa de inauguração do prédio, a Fiocruz, de acordo com Lavor, vem realizando cursos de especialização para profissionais da saúde em vários setores.

Fiocruz

O projeto consiste em um prédio de gestão e ensino, laboratórios e o auditório. O investimento foi da ordem de R$ 180 milhões, devendo  abrigar também a Bio-Manguinhos, que será a primeira fábrica de vacinas de base vegetal da América Latina, um investimento de R$ 700 milhões.

Deverá também contar com empresas no seu entorno como o CityCor, hospital referência em cardiologia, com investimento de R$ 4,5 bilhões, e uma unidade do francês Instituto Pasteur.

Com informações Eliomar de Lima

Será divulgado nesta segunda-feira, 23, o resultado dos pedidos de isenção da taxa da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A informação estará disponível para os candidatos a partir das 10 horas de hoje, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Esse é o primeiro ano em que os candidatos com direito à isenção precisam garantir o benefício antes do período de inscrições. Segundo o Inep, 3.818.663 enviaram o pedido de isenção da taxa de inscrição, que é de R$ 82, dentro do prazo, entre 2 e 15 de abril.

Os candidatos que tiverem o pedido negado terão entre esta segunda e o próximo domingo, 29, para apresentar novos documentos e garantir o direito. As inscrições do Enem para todos os candidatos, inclusive quem pediu isenção, e independentemente de ter o pedido aceito ou não, começa no dia 7 e segue até o 18 de maio.

Quem tem direito à isenção?

Estão isentos aqueles que:

- Estão cursando a última série do Ensino Médio, em 2018, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar;

- Fizeram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada, e têm renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio (R$ 1.431);

- Estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem integrantes de família de baixa renda e que possuam Número de Identificação Social (NIS), único e válido, e renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 477) ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 2.862);

- Fizeram o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2017 e atingiram nota mínima para certificação.

Calendário do Enem 2018

Veja as próximas datas da realização do exame:

- 23 de abril: resultados dos pedidos de isenção

- 23 a 29 de abril: intervalo para apresentar novos documentos, caso o pedido de isenção seja negado

- 7 a 18 de maio: inscrições do Enem (para todos os candidatos, isentos ou não)

- 4 e 11 de novembro: provas do Enem 2018

Com informações G1

Levantamento inédito do Jornal Folha de São Paulo mostrou que ao menos 1.125 provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibular que seleciona estudantes para universidades públicas no País, podem ter sido fraudadas. As respostas dessas provas, por terem um padrão de respostas muito semelhante entre si, apontam uma alta probabilidade de que se tenha havido algum tipo de cola.

Segundo o modelo estatístico desenvolvido pela Folha de São Paulo, a chance de essas provas serem semelhantes apenas devido ao acaso em uma edição do Enem é de no mínimo 1 em 1.000. Ou seja, seria necessário repetir o exame mil vezes para que duas provas, sem interferência, fossem tão parecidas como os gabaritos suspeitos. Investigações conjuntas do Inep (órgão federal responsável pelo Enem) e da Polícia Federal confirmaram até hoje apenas 14 casos de fraude. A gestão Michel Temer diz que usa estatística e outros meios para combater as colas.

O estudo identificou tanto duplas de provas suspeitas, o que indica algum tipo de cola rudimentar, quanto grupos com até 67 candidatos suspeitos, apontando para um esquema mais sofisticado de transmissão de respostas. A pesquisa considera apenas candidatos que ficaram entre as 10% melhores notas, entre as edições 2011 e 2016, o que representa um montante total de 3 milhões de provas analisadas. Com essa pontuação, o candidato consegue ingressar em cursos concorridos como medicina, direito ou administração.

O modelo adotado é mais rígido do que o aplicado em outros estudos que buscaram identificar fraudes em exames e concursos públicos. A estatística foi usada, por exemplo, para detectar cola em universidade da Força Aérea dos EUA, ano passado, ou fraude em concurso para vaga na Receita Federal do Brasil. O Enem cobra 180 questões dos candidatos, com cinco alternativas cada.

O levantamento calculou a probabilidade de duas ou mais provas terem o mesmo padrão de acertos e de erros. Foi considerado como altamente suspeito, por exemplo, candidatos que erraram questões marcando a mesma alternativa errada (podiam ter errado escolhendo outras três opções também incorretas). Outro ponto considerado foi a probabilidade de esses estudantes de alto rendimento errarem questões de dificuldade média ou fácil. Se eles falham nessas perguntas, fica mais improvável que as semelhanças entre as respostas sejam ao acaso, pois espera-se que eles acertem essas questões.

Foram descartadas cinco questões de língua estrangeira, pois os estudantes podem ter padrões diferentes de respostas (eles optam entre inglês e espanhol). As informações processadas pelo Jornal Folha de São Paulo são oficiais, chamadas microdados do Enem. O banco mostra todas as respostas de todos os candidatos no exame, onde eles fizeram a prova, onde residiam à época da avaliação e outros dados. Nos últimos três meses, a reportagem buscou padrões inesperados nessas respostas.

O banco de dados não mostra nome dos candidatos ou qualquer número de identificação como CPF ou RG. Cruzando as informações do Enem com as dos ingressantes nas universidades, a reportagem conseguiu identificar um candidato cuja prova está entre as suspeitas.

Justimar Leal Teixeira, 48, teve na edição de 2015 padrão de respostas muito parecido ao de 24 provas. Para encontrar conjunto de exames tão semelhantes ao acaso, seria necessário aplicar uma edição do Enem por ano desde a criação do universo (há 14 bilhões de anos). Em relação a dez dessas provas suspeitas, o gabarito dele diverge em apenas 5 das 175 questões analisadas, incluindo mais de 30 respostas erradas na mesma alternativa.

Se a semelhança fosse apenas ao acaso, o modelo indica que deveria haver ao menos 39 questões divergentes. Teixeira nasceu em Patos (PI), cidade de 6 mil habitantes. Outras duas provas suspeitas foram feitas por pessoas naturais da mesma cidade. Questionado sobre a semelhança de seu gabarito com os demais, Teixeira afirmou que “se você pegar a redação, há diferenças” – a reportagem havia questionado sobre a parte objetiva, não sobre a redação. Teixeira negou que tenha participado de esquema. “Em universo grande, podem existir [semelhanças]. Quantas pessoas fazem o Enem?”

O modelo estatístico adotado pela Folha já considera que o exame é feito por milhões de estudantes, o que aumenta a probabilidade de haver duas ou mais provas parecidas, mesmo que não haja fraudes. Mas os gabaritos considerados suspeitos são tão semelhantes que é improvável que seja apenas obra do acaso. Teixeira foi aprovado em 2016 em biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, mas está com o curso trancado, após cursar dois semestres. Ele diz que o trabalho, como advogado e militar, não permite que siga na graduação.

O levantamento estatístico identificou também uma estudante com prova suspeita, dentro do mesmo grupo de Teixeira, que ingressou em medicina na Universidade Federal do Vale do São Francisco, na Bahia, no segundo semestre de 2016. A reportagem não conseguiu contato com ela.

3 milhões: Número de provas analisadas no estudo estatístico

1.125: Número de provas identificadas como suspeitas, por serem muito semelhantes

1 em 35 mil: É a probabilidade média de se encontrar provas tão semelhantes de forma aleatória (ou seja, é preciso aplicar o Enem 35 mil vezes para o resultado se repetir sem interferência)

254: Número de cidades em que foi encontrada ao menos uma prova suspeita entre 2011 e 2016

26: Número de estados em que houve ao menos uma prova suspeita (apenas Roraima não apareceu)

21: Esquemas encontrados com mais de três provas (o que sugere um sistema mais organizado do que um aluno colando de outro)

O grupo com maior número de candidatos suspeitos foi identificado na edição de 2016 do exame, com 67 provas, espalhadas por dez estados (Nordeste, Sudeste e Sul). Picos (PI), com 77 mil habitantes, foi a cidade que mais concentrou casos desse grupo, com 11 provas. Oito desses candidatos viajaram para o município para fazer o exame, sendo quatro de Teresina (trajeto que leva mais de quatro horas de carro). O Enem é aplicado em mais de mil municípios do país, incluindo Teresina e outras cidades do entorno.

Duas provas de pessoas que viajaram de Teresina para Picos tiveram 115 questões certas iguais, 48 erradas na mesma alternativa e apenas 12 divergentes. Simulação com provas aleatórias, com desempenho parecido a esse grupo, indica que deveria haver ao menos 62 divergentes. Os dois exames suspeitos foram feitos por homens com 34 e 29 anos à época. Não foi possível identificar seus nomes.

O delegado regional da Polícia Civil em Picos, Jonatas Brasil, disse que não recebeu notícia envolvendo fraude no Enem. Ao longo dos anos, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal têm deflagrado operações que identificam quadrilhas que agem para passar respostas certas a candidatos que contratam o serviço, tanto no Enem quanto em concursos públicos.

As investigações apontam que os contratantes em geral têm interesse em ingressar em medicina nas universidades públicas. Eles chegam a pagar R$ 180 mil para receber respostas certas. Os esquemas descobertos contavam com “pilotos”, em geral universitários ou professores, que resolviam rapidamente a prova, buscando acertar o máximo possível de questões (é quase impossível acertar as 180 perguntas). Eles, então, transmitiam as respostas para os demais candidatos, por meio de rádio ou mensagens de celular. Os clientes usavam ponto ou celular, apesar de proibidos.

A transmissão era complexa. No Enem há quatro tipos de provas, identificados por cores. A ordem das questões muda em cada cor de prova. Se um piloto resolveu a prova amarela, ele não podia simplesmente passar o gabarito para cliente com a prova azul. Uma das possibilidades usadas pelos fraudadores foi falar no rádio a primeira palavra de cada uma das 180 questões e a palavra que indica a alternativa certa. Cabia então ao contratante encontrar essas opções em sua versão de prova. A complexidade dificulta que provas dentro dos esquemas sejam exatamente iguais.

A Polícia Federal encontrou uma quadrilha como essa na edição 2016 do exame. As respostas eram passadas por pilotos que estavam em Montes Claros (MG) para candidatos em Minas, Bahia e Ceará. Outros dois esquemas foram divulgados pela polícia no fim do ano passado, quando foram expedidos 42 mandados de condução coercitiva e 5 mandados de prisão (um grupo investigado por equipe da PF de Juazeiro do Norte, no Ceará, e outro pela equipe policial de Pernambuco).

O estudo mostra que há grande chance de grupos identificados terem agido também em outros anos. A PF identificou suspeitos nas cidades cearenses de Juazeiro do Norte, Brejo Santo e Barbalha em 2016. O modelo estatístico apontou provas suspeitas nas mesmas cidades em 2016, 2015 e 2013.

A estatística tem sido usada no Brasil e no exterior como ferramenta para detectar fraudes em exames. Em 2017, a Justiça confirmou em segunda instância suspensão de candidatos a concurso público para analista de finanças da Receita Federal. Laudo apontou como estatisticamente improvável que fosse apenas coincidência a semelhança na prova de 28 candidatos.

Em 170 questões, alguns tiveram os mesmos 122 acertos e erraram 40 marcando a mesma alternativa. Os candidatos, que recorrem desde 2005, afirmam que modelo estatístico não é suficiente para determinar que houve fraude. Até o momento, o argumento não foi aceito.

Nos Estados Unidos, um dos casos mais emblemáticos envolvendo uso de modelos estatísticos em exames ocorreu em 2009, na Georgia (EUA). Investigação do jornal Atlanta Journal-Constitution apontou que era estatisticamente improvável variação de notas de algumas escolas no teste aplicado a alunos do estado, pois subiam e caiam drasticamente em um ano. Relatório posterior do governo apontou que 38 diretores e 140 professores haviam alterado respostas dos estudantes, para melhorar notas.

No ano passado, foi analisada suspeita de fraude em provas da universidade da Força Aérea dos Estados Unidos. Análise estatística mostrou que duas pessoas tiveram as mesmas respostas em 289 de 300 questões, distribuídas em seis exames. O caso foi analisado por comitê que acompanha recursos de processos contra servidores federais.

“Era mais provável o ganhador da loteria dos EUA vencer os próximos quatro sorteios do que esses resultados acontecerem sem interferência”, disse Dennis Maynes, cientista-chefe da empresa Caveon, que presta serviços para instituições como o departamento de Educação da Flórida, IBM e Microsoft. Maynes fez estudo que embasou o julgamento e criou modelo que inspirou a metodologia da Folha.

“As evidências estatísticas foram suficientes para convencer os juízes de que houve trapaça”, disse o cientista da empresa americana que busca detectar fraudes. Ele afirma que, em outros casos, a estatística pode ser vista como passo inicial para uma investigação mais ampla.

A reportagem consultou o cientista para uma verificação do método estatístico adotado para analisar o Enem. Maynes sugeriu que alguns critérios poderiam ser menos rígidos, como o limite para considerar prova suspeitas. A reportagem adotou o patamar de ao menos 1 chance em 1.000 para considerar os candidatos como suspeitos. Maynes disse que poderia ser a partir de 1 chance em 100 (patamar usado em algumas pesquisas acadêmicas). Neste formato, o número de exames suspeitos no Enem subiria de 1.125 para 1.513. A Folha, porém, preferiu enfatizar o modelo mais conservador.

Inep diz que trabalha para coibir fraudes e garantir isonomia

Braço do Ministério da Educação responsável pelo Enem, o Inep afirmou que trabalha com a Polícia Federal para coibir fraudes, garantindo a “isonomia entre os participantes”. O instituto disse que também faz análises estatísticas visando combater fraudes. Quando há suspeitas, os casos são encaminhados à PF, para que prossigam as investigações, pois “o edital do Enem não prevê a eliminação do participante [apenas] por resultados coincidentes”.

A nota oficial não informou quantos casos foram apontados pelo instituto à polícia. O Inep afirmou apenas que os casos de fraudes já completamente confirmados pela Polícia Federal “são pontuais”: 14 no total, sendo um candidato em 2013 identificado em Minas Gerais, e 13 identificados pela equipe no Maranhão (3 casos em 2015 e 10 em 2016).

“Esses casos não comprometeram a lisura do exame, a partir da afirmação dos próprios delegados responsáveis pela condução dos inquéritos de que a exclusão dos participantes seria providência suficiente, o que já foi adotado pelo Inep”, disse o instituto.

O órgão afirma que tem aprimorado os sistemas de segurança na prova, como a adoção em 2016 de detectores de metais nos locais de prova e identificação biométrica. E, no ano passado, com detectores de ponto eletrônico. “Há outros inquéritos policiais em curso. Caso haja indicação de fraude devidamente formalizada pela autoridade policial, os participantes envolvidos serão eliminados do Enem, sem prejuízo de outras providências”, completou o órgão.

Com informações do Jornal Folha de São Paulo

Após reportagem do GLOBO informando que o reajuste dos planos de saúde individuais ficará em 13%, citando estimativas do mercado, a Agência Nacional de Saúde de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nota nesta sexta-feira afirmando que “ainda não há uma definição sobre o percentual de reajuste que poderá ser aplicado pelas operadoras nesse tipo de contrato para o período de maio de 2018 a abril de 2019.”

Segundo o órgão regulador, o índice máximo para o reajuste dos planos individuais deve ser divulgado até junho, “ após consulta prévia ao Ministério da Fazenda, conforme determina a legislação do setor”.

A agência diz que o percentual informado é meramente especulativo e se baseia em fontes do mercado e não encontra respaldo em informações oficiais.

No ano passado, o reajuste autorizado pela ANS para os planos individuais e familiares foi de 13,55%, contra uma inflação de 2,95% (medida pelo IPCA). Esses contratos representam cerca de 20% do mercado da saúde suplementar, com nove milhões de usuários.

Para os 31 milhões de beneficiários atrelados aos planos coletivos empresariais o reajuste é firmado a partir da livre. Em 2017, foram registrados aumento das mensalidades em até 40%.

Com informações O Globo

Será lançado nesta segunda-feira (23) o Programa Nem 1 Aluno Fora da Escola, que tem o objetivo de garantir acesso e permanência de todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola. Durante o evento, será assinado um Termo de Compromisso pelos gestores municipais presentes. A solenidade contará com as presenças do governador Camilo Santana, da vice-governadora Izolda Cela e do secretário Rogers Mendes, além de prefeitos e secretários municipais de Educação.

Serviço
Lançamento do Programa Nem 1 Aluno Fora da Escola
Data: 23/08 (segunda-feira)
Horário: 9h
Local: Palácio da Abolição. Entrada pela Rua Silva Paulet, 400.

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