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A maioria dos brasileiros segue cortando gastos durante a pandemia do novo coronavírus, segundo revela levantamento do Instituto FSB Pesquisa. A consulta ouviu 2.009 pessoas, de 10 a 13 de julho, e teve os resultados divulgados nesta quinta-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, 71% dos brasileiros disseram ter reduzido seus gastos mensais desde o início da pandemia. No levantamento anterior feito em maio, esse número era um pouco mais alto: 74% informaram ter diminuído suas despesas mensais por conta dos efeitos da crise sanitária.

Os números também mostram que 71% dos entrevistados dizem ter “algum medo” de perder o emprego, o que representa pequena queda em relação aos 77% que tinham algum grau de temor no início de maio.

A porcentagem de trabalhadores que disseram ter “medo grande” de perder o emprego passou de 48%, em maio, para 45% em julho.

De acordo com a pesquisa, 67% dos entrevistados acreditam que a recuperação econômica ainda não começou e 61% afirmam que ela vai demorar pelo menos um ano para ocorrer.

Isolamento social

Ainda segundo o levantamento, apesar das perdas econômicas e da parcela da população com “medo grande” do novo coronavírus ter caído de 53% para 47% em relação à consulta feita em maio, os dados mostram que o brasileiro segue favorável ao isolamento social (84%).

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que a população está dividida quanto ao retorno das atividades do comércio de rua — 49% aprovam e 47% desaprovam.

Porém, quando questionados sobre a retomada de outras atividades como salões de beleza, bares e restaurantes, shoppings, escolas e universidades, academias e cinemas, a maioria dos brasileiros é contra a abertura. Os percentuais variam de 57% a 86% contrários à reabertura desses estabelecimentos.

(*)com informação da CNI

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