A antecipação do saque-aniversário do FGTS é uma possibilidade da qual os trabalhadores, majoritariamente, não querem abrir mão. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e pela Zetta, associação que representa as maiores fintechs do país, revelou que sete em cada dez brasileiros cadastrados na modalidade realizaram a antecipação ao menos uma vez e que nove em cada dez pessoas desse grupo são contrárias ao fim do crédito. A antecipação, para muitos, é vista como uma forma emergencial de acessar recursos para necessidades urgentes.
A pesquisa foi conduzida pela AtlasIntel e buscou a opinião da população que conhece a modalidade a cerca das medidas implementadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS), em outubro de 2025.
As novas regras
As novas regras criaram um limite máximo de parcelas anuais que podem ser antecipadas (inicialmente cinco, com redução para três a partir de novembro de 2026), operações por trabalhador (apenas uma), valores mínimos e máximos por parcela (R$ 100 e R$ 500, respectivamente) e carência (90 dias) para a contratação após a opção pelo saque-aniversário.
De modo geral, a percepção é negativa: 87% dos brasileiros que já realizaram a antecipação são contra as medidas do governo.
- Oito em cada dez brasileiros que já realizaram a antecipação discordam da possibilidade de antecipar apenas uma vez;
- Oito em cada dez brasileiros discordam que os limites ajudam a controlar o uso do saldo;
- Cinco em cada dez discordam que o prazo mínimo de 90 dias para contratar a antecipação é positivo, pois evita o uso impulsivo do saldo, enquanto 20% nem concordam nem discordam.
Informações – Extra
