Um alerta sobre o câncer de próstata: urologista recomenda que homens criem rotina de exames para cuidar melhor da própria saúde

Os números do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que, em 2022, serão 65.840 novos casos de câncer de próstata em todo o Brasil. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o mais incidente no homem e também um dos que mais provocam óbitos, ficando atrás do câncer de pulmão. De 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos por causa desta neoplasia.

A doença assusta e, neste mês, com as campanhas do ‘Novembro Azul’, que são dedicadas a chamar a atenção dos homens para cuidarem melhor da própria saúde, o Jornal Alerta Geral, gerado pela FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza, com transmissão para mais de 20 emissoras de rádio do Interior e pelas redes sociais do @cearaagora, entrevista, nesta terça-feira, o médico Gustavo Pecisi, urologista do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar.

EXAMES DO PSA E TOQUE RETAL

Com foco na orientação sobre a saúde do homem, o médico Gustavo Persici lembra que, para o diagnóstico mais cedo de hiperplasias prostáticas, são indispensáveis dois exames – o PSA, feito por meio da coleta de sangue, e o toque retal. Segundo o urologista, o PSA não dá segurança total sobre o aparecimento de tumores, sendo, nesse caso, fundamental o toque retal. A estimativa, conforme enfatiza, é que 20% dos tumores não são diagnosticados pelo exame de sangue.

Gustavo Persici observa que, para quem tem dúvida sobre o momento ideal para avaliação da próstata, o passo inicial – antes da chegada ao consultório de urologia, é a realização de exames para os homens fazerem um melhor acompanhamento dos índices de glicose, do controle da pressão arterial e, além disso, um cotidiano com alimentação equilibrada e prática de atividade física.

SINAIS DE ALERTA SOBRE A PRÓSTATA


Hábito de se levantar várias vezes para urinar durante a noite
Dificuldade em iniciar ou parar de urinar
Jato de urina fraco e interrompido
Necessidade repentina e urgente de urinar
Gotejamento pós-micção
Ardência ou dor ao urinar
Falta de controle da micção