PDT, que reúne aliados e opositores ao PT, tenta encontrar rumos no Ceará, após perder 900 mil votos na Assembleia Legislativa

Atônitos com a perda de 900 mil votos após a desfiliação de 9 deputados estaduais em pouco mais de um ano e, diante do risco de perder quatro deputados federais, os dirigentes regionais do PDT recebem, nessa sexta-feira, em Fortaleza, o presidente licenciado da executiva nacional do partido e ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

O PDT enfrenta uma encruzilhada porque, no cenário atual, não consegue unificar as duas correntes que habitam o partido: o partido é governo, tem cargos nas administrações municipal, estadual e federal. O repórter Carlos Silva, ao participar do Jornal Alerta Geral, conta mais detalhes sobre o drama do PDT.

OPOSIÇÃO E SITUAÇÃO

Esse mesmo PDT tem, também, os maiores opositores aos Governos de Evandro Leitão, de Elmano de Freitas e de Lula. Em Fortaleza, a oposição é puxada pelo ex-prefeito Roberto Cláudio, que, nessa quarta-feira, se reuniu com os presidentes estaduais do PL, deputado estadual Carmelo Neto, e do União Brasil, ex-deputado Capitão Wagner.

O PDT tem a Secretaria de Turismo do Estado, com o deputado federal Eduardo Bismarck, mas abriga, ao mesmo tempo, quatro deputados estaduais de oposição: Cláudio Pinho, Queiroz Filho, Lucinildo Frota e Antonio Henrique.

Em âmbito nacional, o PDT tem o Ministério da Previdência Social, mas acompanha, com frequência, a voraz oposição do ex-presidenciável Ciro Gomes ao Governo Lula. É, entre opositores e governistas do PDT, que o ministro Carlos Lupi tenta encontrar, com os pedetistas estaduais, os rumos do partido no Ceará.