A operação “Tempo Nullum”, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Ceará, investiga o suposto superfaturamento de contratos firmados entre a Prefeitura de Barreira e uma cooperativa que prestava serviços ao município desde o ano de 2021.
De acordo com o Ministério Público, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências de ex-agentes públicos e de representante da cooperativa, localizadas nas cidades de Barreira, Eusébio e Fortaleza, e nas sedes da Prefeitura de Barreira e da entidade, que fica no Eusébio. Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.
Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e dinheiro em espécie, que irá subsidiar as investigações do Gecoc, que constatou que a cooperativa recebeu R$ 16,2 milhões do município de Barreira entre 2021 e 2024. Ainda conforme o MP do Ceará, os pagamentos mensais realizados pelo Município à cooperativa ocorriam sem qualquer controle da jornada dos trabalhadores, inclusive com indícios de pagamentos por serviços não prestados em sua integralidade, gerando prejuízos aos cofres públicos.
Informações – Ministério Público do Ceará
