Cuidados, prevenção e vacina: Confira alertas para evitar contaminação da febre amarela

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A febre amarela é uma doença transmitida por mosquitos, que pode levar a casos graves e até à morte. No ano passado foram registrados 61 casos e 30 óbitos no Brasil. Este ano, o foco da doença se concentra no estado de São Paulo, onde foram confirmados 19 casos e 13 mortes apenas em janeiro e fevereiro deste ano.

Nenhuma das vítimas estava vacinada contra a febre amarela, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). A incidência de casos aumenta a preocupação com um novo surto relacionado à doença.

A transmissão da febre amarela ocorre através da picada dos mosquitos infectados das espécies Haemagogus e Sabethes em áreas de mato, e do mosquito espécie Aedes aegypti em locais urbanos. Existem dois ciclos para contaminação da doença:

Ciclo urbano: ocorre quando o Aedes aegypti pica uma pessoa infectada e, em seguida, transmite o vírus a outras pessoas em áreas urbanas.

Ciclo silvestre: ocorre quando mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes picam animais infectados (como macacos) e, posteriormente, transmitem o vírus a seres humanos que vivem ou transitam em áreas de floresta, zonas rurais ou periurbanas.

A vacinação é a principal medida para evitar casos graves e morte por febre amarela após a picada do mosquito. No entanto, algumas medidas de prevenção podem ser tomadas para controlar o avanço da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos e o uso de repelentes e roupas protetoras.

Para quem reside em áreas de mata, o cuidado deve ser redobrado. “É recomendado evitar atividades ao ar livre nos horários de maior atividade dos vetores, geralmente ao amanhecer e ao entardecer”, orienta a infectologista e professora de medicina Eveline Vale, do Centro Universitário de Brasília (CEUB).