“Lista suja do trabalho escravo”: Ao menos 13 empresas do Ceará exploraram 96 trabalhadores, afirma Ministério do Trabalho e Emprego

Foto: Divulgação/ MPT

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que pelo menos 15 empresas sediadas no Ceará submeteram 96 trabalhadores a condições análogas à escravidão, na chamada “lista do trabalho escravo”.

Segundo o Ministério, 155 empresas de todo o Brasil foram incluídas, sendo três no Ceará. O cadastro já continha 12 empresas do estado, e, com a adição das novas três, o número de empresas cearenses que desrespeitam os direitos trabalhistas chegou a 15.

Atualmente, há 724 empregadores do país inteiro na “lista suja”. As empresas cearenses estão em diferentes setores, como construção civil e alimentos, e localizadas em 12 municípios do estado, incluindo Fortaleza, Região Metropolitana e interior. Uma das empresas autuadas é uma churrascaria no Meireles, na capital cearense.

Como uma empresa é integrada a “lista suja”

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, empresas e empregadores passam a integrar a “lista suja” quando o processo que os envolve por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão é encerrado de forma definitiva, com julgamento concluído e sem possibilidade de novos recursos.

Após a inclusão, o nome da empresa permanece na lista por dois anos, como determina a instrução normativa que regula o cadastro.