Nas escolas brasileiras, 9 em cada 10 pessoas LGBTI+ sofrem preconceitos

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O ambiente escolar pode causar transtorno para milhares de pessoas. Somente no Brasil, nove em cada dez estudantes afirmaram ter sido alvo de agressão verbal na escola em 2024 por conta de sua orientação sexual. A informação foi divulgada pela Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro.

O levantamento foi realizado com 1.349 estudantes de escolas públicas e privadas, com idades acima de 16 anos, das redes de ensino básico. Foram visitadas 27 unidades de educação básica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), entre agosto de 2024 e janeiro de 2025.

Do total de estudantes que responderam aos questionamentos, 1.170 respostas de adolescentes e jovens LGBTI+ foram consideradas. Do material apurado, 86% dos estudantes gays, lésbicas e bissexuais afirmaram se sentir inseguros na escola por conta da aparência. Essa fração sobe para 93% ao incluir pessoas trans e travestis.

Além da agressão verbal, 34% dos alunos entrevistados relataram ter sido vítimas de agressão física, motivadas por sua expressão de gênero (20%), orientação sexual (20%) e aparência (19%). A porcentagem de alunos agredidos sobe para 38% entre pessoas trans e travestis.

Ao serem questionados sobre quem seriam os principais agressores, 97% das vítimas apontaram outros alunos. Como muitos foram intimidados por mais de um grupo, 34% afirmaram que as ofensas partiram de professores.