O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), começou a sexta-feira (16) com um diagnóstico nada tranquilizador: enquanto a Prefeitura intensifica os comunicados para dizer que vem tentando normalizar o abastecimento de remédios, a rede municipal de saúde enfrenta, nesse momento, superlotação e falta de profissionais de enfermagem.
‘’Está muito difícil e, sem técnico de enfermagem, não dá para receber mais pacientes, nem manter leitos funcionando’’, afirmam servidores da saúde em um desabafo que pode ser ouvido nos corredores de UPAs e hospitais da rede municipal, como nos Gonzaguinhas de Messejana e do Conjunto José Walter.
Os relatos chegam com frequência: Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) lotadas e leitos fechados em hospitais secundários por falta de equipes de enfermagem. O prefeito Evandro Leitão comendou a Secretária de Saúde, Socorro Martins, agilidade na adoção de medidas para dar estabilidade ao funcionamento da rede de atendimento à população.
A solução, porém, não é rápida, nem imediata porque existem alguns gargalos não apenas como herança da gestão passada, mas, também, com o descuido da Secretaria da Saúde com a renovação de contratos de prestação de serviços na área de enfermagem.
A Secretária Socorro Martins e coordenadores de diferentes áreas da saúde estão com mãos atadas na busca de solucionar a crise nos hospitais e postos de saúde mantidos pela Prefeitura. ‘’Não adianta cobrar solução rápida porque o lençol é curto’’, diz um vereador com passagem pela base política dos ex-prefeitos Roberto Cláudio e José Sarto e, hoje, abrigado sob o guarda-chuva da gestão Evandro Leitão.
