O Governo Federal precisa trabalhar com o cenário de investigação, por meio de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), do maior escândalo da história da previdência social brasileira.
Sejam quais forem as circunstâncias, os autores do pedido de uma CPI sempre serão criticados por terem interesse político e, especialmente, eleitoral.
O braço político e pré-eleitoral desse tipo de colegiado sempre existiu, sempre existirá – seja de esquerda ou de direita, seja de situação ou oposição.
Os opositores de hoje foram situacionistas ontem e, há quatro anos, o quadro era inverso. É, nessa dicotomia, que a pluralidade do Legislativo deve prevalecer, com CPIs abertas e produtivas.
PILHAGEM DO DINHEIRO DO INSS
A investigação da pilhagem do dinheiro do INSS deve ser aprofundada, além do trabalho realizado pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU).
Se o Governo tem compromisso em dar transparência, escancarar os porões do escândalo na previdência social, não pode, nem deve trabalhar contra a CPI.
O pedido de CPI está legitimado pelo apoio de 41 senadores – a maioria dos 81 integrantes do Senado, e assinatura de quase 250 deputados federais. O repórter Carlos Silva conta, no Jornal Alerta Geral, que, com esse apoio no Senado, o Governo sofreu mais uma derrota.
DESEJO DA MAIORIA DEVE PREVALECER
O desejo da maioria precisa ser respeitado porque retrata a vontade de milhões de pessoas que pagam um sistema previdenciário. Esse sistema deve ser aperfeiçoado e se tornar mais eficiente no cumprimento de seu objeto, que é preservar os direitos dos seus segurados e beneficiários.
A hora é de passar a limpo a estrutura previdenciária para se mostrar aos brasileiros as deficiências no quadro de pessoal, a inoperância administrativa no atendimento de quem mais precisa e o sucateamento de uma máquina que poderia ser mais ágil nas respostas aos pedidos de auxílios e aposentadorias.
sofreu mais uma derrota ao ver, nessa terça-feira, a maioria dos 81 senadores assinar o requerimento com pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a roubalheira de 5 bilhões e 300 milhões de reais de aposentados e pensionistas. O dinheiro foi desviado por entidades sindicais e associativas.
O Ministério da Previdência Social e o INSS sabiam do número elevado de descontos, mas não adotarão providencias para conter as fraudes nos últimos seis anos. Agora, deputados e senadores, com apoio de muitos aliados ao Palácio do Planalto, querem investigar as fraudes.
