Governo Federal ignora medidas administrativas, sofre desgastes e, agora, tenta diminuir fila do INSS

O Governo Federal ignorou, ao longo dos últimos dois anos e meio, medidas mais concretas para administrar a grande quantidade de benefícios e deixou a fila do INSS, com pedido de auxílios e aposentadorias, chegar, no mês de abril de 2025, a 2,7 milhões de requerimentos.

O relatório da equipe de transição, entre as gestões Bolsonaro e Lula, elaborado no mês de dezembro de 2022, mostrava os gargalos na área da previdência social, mas, nos anos de 2023 e 2024, o Governo foi incapaz de gerenciar a crise das filas, situação agravada com a greve de servidores e peritos.

DÉFICIT DE PESSOAL

A ampliação dos investimentos na área de tecnologia, com serviços mais eficientes, e a realização de concurso para repor o quadro de servidores estavam entre as principais medidas que deveriam ter sido adotadas. O Governo, porém, ignorou essa realidade.

Os cálculos das entidades sindicais apontam que o déficit de pessoal se acentuou com o pedido de aposentadoria de servidores e, nos últimos 10 anos, o INSS perdeu 20 mil trabalhadores. Enquanto isso, cresceu a demanda por solicitações de BPC, aposentadorias, pensões e auxílios.

O Governo do presidente Lula tinha, no mês de janeiro de 2023, esse diagnóstico e, ao assumir o comando do Ministério da Previdência Social, Carlos Lupi anunciou como uma das primeiras promessas diminuir radicalmente o número de pessoas à espera de respostas aos pedidos de benefícios. A gestão do pedetista fracassou e ficou encerrada com o escândalo de desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.

PROMESSAS NA GAVETA

A promessa do Governo ficou na gaveta, os concursos para contratação de pessoal não saíram do papel, a gestão do INSS não soube lidar com as greves de servidores e peritos e, como consequência, cresceu o número de pedidos de benefícios com análise mais lenta.

Em julho de 2024, a espera por uma resposta aos pedidos de auxílios e aposentadorias era de 34 dias e, no mês de abril de 2025, passou para 52 dias.

O Governo quer, agora, diminuir esse tempo de esperar e, com o pagamento de bônus por produtividade dos servidores, acelerar a análise dos requerimentos apresentados por beneficiários e segurados do INSS.

O sofrimento chega, também, para quem enfrenta problema de saúde e está entre os 837.882 trabalhadores e trabalhadoras que precisam de uma perícia médica para manter ou receber auxílio-doença.

NÚMEROS DO DESCASO NA PREVIDÊNCIA SOCIAL

TAMANHO DA FILA


2.700.000 requerimentos com pedidos de auxílios e aposentadorias, sendo:
1.283.000 Benefícios por Incapacidade, incluindo Auxílio-doença
639.000 pedidos de BPC (Benefício de Prestação Continuada)
454.000 pedidos de aposentadorias rurais e urbanas
158.000 pedidos de auxílio-maternidade
144.000 pedidos de pensões e auxílio-reclusão
OUTRA FILA, COM PEDIDO DE PERÍCIA MÉDICA 837.882 MIL (*)

(*) A perícia médica é uma exigência para segurados e seguradas continuarem ou receberem, pela primeira vez, o auxílio-doença ou liberação da aposentadoria por invalidez. A perícia é realizada, também, para concessão do BPC

Uma voz em defesa dos segurados e beneficiários da previdência social. Aqui, no Jornal Alerta Geral!

Ao vivo: coletiva de imprensa do Ministério da Previdência Social sobre a farra do INSS