Profissionais da saúde da extinta Fagifor anunciam paralisação após mudança de regime estabelecida pela Prefeitura

Foto: Reprodução/ Ascom Sindsaúde Ceará

Os trabalhadores da saúde oriundos da extinta Fagifor, agora incorporados à rede municipal de Fortaleza e atuantes em unidades como Frotinhas, Gonzaguinhas e Hospital da Mulher, anunciaram a paralisação de suas atividades a partir dessa quarta-feira (4). A decisão foi tomada após a Prefeitura Municipal de Fortaleza apresentar uma proposta de enquadramento que ignora o princípio da isonomia e impõe jornadas desiguais aos futuros servidores.

Segundo o Sindsaúde Ceará, que acompanha de perto a luta da categoria, a gestão municipal propõe uma jornada de 240 horas mensais para os plantonistas, quando o correto seria o enquadramento no PCCS com carga horária de 180 horas, correspondente a 10 plantões mensais — assim como já ocorre com os demais servidores. A medida é considerada injusta e desrespeitosa com a realidade dos plantões atualmente realizados pelos profissionais.

Nesta terça-feira (3), o projeto de autoria do Executivo foi encaminhado à Câmara Municipal de Fortaleza e passou pela análise da Comissão de Justiça conjunta com Orçamento. Contudo, o vereador Aglaylson (PT) que presidia a reunião, ao final da leitura das emendas deixou a sala, sem escutar os sindicatos que pretendiam debater o assunto no local.

A atitude do petista foi durante criticada pela vereadora Adriana Gerônimo (PSOL), que lamentou o não processo de negociação com trabalhadores que estavam presentes.

”Hoje, sem qualquer diálogo, a Prefeitura protocolou às 8h40 um projeto de 20 páginas que muda o regime deles de “empregados públicos” para “servidores publicos”, em teoria a mudança esperada, porém no texto há muitos problemas, como carga horária Sub-humana para os profissionais de nível médio. Às 9h40 o texto entrou “extrapauta” na sessão e em seguida foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça conjunta com Orçamento: nenhuma audiência, nenhum estudo de impacto, nenhum servidor ouvido”, publicou a vereadora em suas redes sociais

A parlamentar defende transparência, estudos de impacto e, principalmente, a voz de quem trabalha nos serviços.

A vereadora Bella Carmelo (PL), também fez crítica ao breve encontrou que não acolheu a voz do trabalhdor. Em publicação, ela diz: Partido dos Trabalhadores sendo contra os trabalhadores da saúde aqui na Câmara Municipal de Fortaleza.