Os aliados do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, surpreendidos com a informação sobre o avanço dos entendimentos para o ex-presidenciável Ciro Gomes se filiar ao PSDB e ser candidato ao Governo do Estado em 2026, passaram a questionar e refletir se estariam mesmo no rumo certo ao optarem pelo União Brasil como novo destino partidário.
Roberto, um dos primeiros amigos a serem informados pelo próprio Ciro sobre as boas conversas com o PSDB, decidiu, desde meados do mês de maio, acelerar o passo a caminho de um abrigo que o proporcionasse segurança para concorrer, em 2026, ao Palácio da Abolição. Essa segurança não foi encontrada no PSDB, nem no PL, mas garantida no União Brasil.
ROBERTO, CIRO E BOLSONARO
O ex-prefeito de Fortaleza deixou Ciro Gomes bem informado sobre todas as suas etapas de conversas com as lideranças nacionais e regionais do PL e do União Brasil. Roberto se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro e recebeu uma clara sinalização de apoio do PL a um projeto de oposição no Ceará.
Bolsonaro fez, porém, uma observação: a decisão final é do Diretório Estadual. As lideranças estaduais do PL entenderam a ‘observação’ e, de pronto, acolheram o ex-prefeito como uma opção à sucessão do Governador Elmano de Freitas (PT). A tese de pré-candidatura de Roberto Cláudio foi abraçada pelo deputado federal André Fernandes e pelo deputado estadual Carmelo Neto.
MUDANÇAS DE CENÁRIOS
Os fatos políticos correram de forma paralela e a frustração dos tucanos na construção de uma federação com o Podemos redirecionaram o quadro pré-eleitoral no Ceará. O ex-senador Tasso Jereissati, como revelaram, nos bastidores da Assembleia Legislativa, vozes ligadas diretamente ao ex-prefeito Roberto Cláudio, dava um passo determinante para Ciro Gomes voltar ao PSDB.
A volta de Ciro ao ninho tucano passou a ser avalizada pelo presidente nacional da legenda, Marconi Perillo, e pelo deputado federal Aécio Neves. Tasso, Perillo, Aécio e Ciro construíram um cenário para evitar a morte do PSDB. A sigla anda ameaçada com a desidratação eleitoral provocada pela saída de governadores, prefeitos, deputados estaduais e deputados federais.
A avaliação dos tucanos é que a possível entrada de Ciro Gomes ajude o PSDB a romper o marasmo e se tornar viável eleitoralmente nas eleições de 2026, atraindo quadros para eleger, pelo menos, três deputados federais no Ceará. Ciro, nesse mapa rabiscado, entraria para ser candidato a Governador.
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SARTO E DEPUTADOS ESTADUAIS
Os deputados estaduais Antonio Henrique, Cláudio Pinho, Queiroz Filho e Lucinildo Frota acompanham as movimentações de Ciro e Roberto Cláudio. Os quatro, que ainda pertencem ao PDT, abriram namoro com o União Brasil e PL, enquanto o ex-prefeito José Sarto, mais cauteloso, adotou a prudência para ver os desdobramentos das conversas de Ciro com Tasso e Aécio.
Sarto é um dos pedetistas que acompanharão o ex-presidenciável Ciro e entra na lista de pré-candidato à Câmara Federal. A exemplo de Ciro, Sarto é, também, um ex-tucano. Integrante do grupo do ex-prefeito Roberto Cláudio, o deputado Queiroz Filho sabe de perto todos os movimentos e avanços das articulações entre Tasso e Ciro e teve o privilégio de ser um dos primeiros informados sobre o acordo fechado para o ex-presidenciável se filiar ao PSDB.
