O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) solicitou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorização para realização de um concurso destinado ao preenchimento, em 2026, de 8.500 vagas. A informação foi antecipada pelo Jornal Extra e ganha destaque, hoje, no Jornal Alerta Geral, com o repórter Satiro Sales.
O INSS enfrenta um déficit de pessoal superior a 23.000 técnicos e, como consequência, aumenta o tempo de espera de segurados e beneficiários que entram com pedidos de auxílios e aposentadorias. Hoje, a fila acumula mais de 2,6 milhões de requerimentos que precisam de respostas.
DÉFICIT E SERVIDORES CEDIDOS
Mesmo com uma máquina administrativa deficitária na área de pessoal, o INSS tem, atualmente, 9.336 servidores a outros órgãos federais. O número supera a quantidade de vagas que o Instituto tenta preencher com um novo concurso público. O Ministério do Planejamento não se pronunciou sobre o pedido de abertura de concurso.
Ao longo dos últimos 10 anos, o INSS perdeu mais de 20 mil servidores, sendo que a maioria pediu a aposentadoria, enquanto outros foram colocados à disposição de órgãos da administração federal. Sem renovação dos quadros de servidores, o INSS se tornou uma máquina burocrática e lenta para responder aos pedidos de benefícios.
O sistema digital, por meio de robôs, para analisar os requerimentos apresentados por segurados e beneficiários indefere uma grande quantidade de pedidos de auxílios e gera, assim, ainda mais recursos administrativos e, também, ações judiciais. A saída apontada para o INSS se tornar mais ágil é a realização de novos concursos para contratação de servidores.
ORIENTAÇÃO NA ÁREA DA PREVIDÊNCIA
Os assuntos da área da previdência social ganham destaque no Jornal Alerta Geral, gerado a partir das 7 horas da manhã, pela FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza, com transmissão pelas redes sociais do @cearaagora e por mais 28 emissoras de rádio no Interior do Estado. Os ouvintes podem encaminhar dúvidas para o whatsApp (85) 99273.4353 e, aos sábados, as perguntas são respondidas pelo professor e advogado Paulo Bacelar.
