Sandra (nome fictício), 45 anos, entrou na sala de massagem pela primeira vez buscando alívio para o corpo. Mas foi a alma que despertou quando sentiu as mãos de Keirós (nome fictício), 59, tocarem sua pele com delicadeza e presença. O primeiro encontro foi marcado por silêncio, respiração contida e um arrepio que não vinha apenas das técnicas do massagista. Ela voltou, uma semana depois. E mais uma vez. E outra.
Três anos se passaram desde aquela primeira sessão. O que começou como busca por cuidado físico se transformou em um ritual íntimo, quase sagrado. As massagens passaram a ser semanais. Cada encontro era um mergulho num mundo onde o tempo parava, onde culpas e obrigações ficavam do lado de fora da porta acolchoada da sala.
Sandra e Keirós nunca falaram de amor em voz alta. Ambos sabiam dos limites que a vida impunha — ela, presa em um casamento adormecido; ele, envolto numa rotina que não ousava romper. Mas entre os lençóis da maca e os olhares cúmplices, um sentimento nasceu sem pedir permissão. Era paixão, no começo. Hoje, é amor às escondidas — clandestino, mas intenso.
Os toques que curavam dores também acendiam desejos. Com o tempo, os gestos passaram a guardar confissões silenciosas. E assim, sem promessas nem futuros definidos, Sandra encontrou nos braços de Keirós a vida que seu corpo e coração haviam esquecido como era sentir.
Confira a Parte 1 e se surpreenda
