Situação hídrica: Sete açudes secaram neste mês de julho no Ceará, nenhuma bacia chegou a este nível no ano passado

Foto: Ascom Cogerh

Com uma capacidade total de armazenamento de 18,496 bilhões de metros cúbicos, o Estado do Ceará monitora 157 açudes diariamente. A elaboração deste panorama é possível graças ao apoio das 10 gerências regionais da Cogerh,
distribuídas por todo o estado do Ceará (Crateús, Crato, Metropolitana, Iguatu, Itapipoca, Limoeiro do
Norte, Pentecoste, Quixeramobim, São Benedito e Sobral), que fornecem as cotas.

De acordo com o relatório diário da Cogerh, neste sexta-feira (18) 47 açudes estão com mais de 90% de sua capacidade preenchida, oito deles em situação de sangria, são eles: Aracoiaba, Itapebussu, Jenipapo, Mundaú, Pesqueiro, Sitios Novos, Tijuquinha e Tucunduba.

Neste ano, a Cogerh registrou 60 sangrias, enquanto que em 2024, 77 açudes sangraram. No inicio de 2025 o volume armazenado total dos açudes monitorados estava enquadrado como em situação de Alerta (entre 30 e 50%), sendo que esta situação evoluiu para Confortável (entre 50 e 70%). No começo do mês de junho o volume era de 55,03 %.

Vale destacar que o aporte na bacia do Alto Jaguaribe, em especial do açude Orós, possibilitou ter o protagonismo em termos de contribuir para o total armazenado nos 157 açudes monitorados. Ao longo dos anos as bacias do Médio Jaguaribe, Alto Jaguaribe e Acaraú são responsáveis por contribuir com de 60% do volume total armazenado nos 157 açudes monitorados.

Fonte: Cogerh

Segundo a Cogerh, entre o dia 1º de janeiro ao dia 1º de junho, todas as bacias hidrográficas superaram o volume inicial, nos 157 açudes houve um acréscimo de 11,8%.

A bacia do Alto Jaguaribe teve a maior recuperação do volume armazenado (37,87%). Já as bacias dos Banabuiú e Médio Jaguaribe foram as que tiveram menor recuperação do volume armazenado, respectativamente 0,67% e 1,99%.

Da totalidade, 32 açudes hoje estão abaixo de 30% da sua capacidade de preenchimento. Nesse mês 7 açudes secaram e dois (Madeiro e Jatobá) registraram volume morto.

Este mês de julho tem um cenário um pouco mais crítico do que julho do ano passado. A porcentagem de volume ficou em 52,42% nesse mês, enquanto que em julho de 2024 a volumagem estava em 55,63%. Menor volume acumulado, redução significativa no aporte da semana e mais açudes secos e em volume morto. Situação não constata no ano passado.