O Brasil volta os olhos, nesta semana, para mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para os dias 30 e 31 de julho.
A expectativa predominante entre analistas do mercado financeiro é de que não haverá mudanças na taxa básica de juros (Selic), que permanece em elevados 15% ao ano.
Com essa decisão, o país seguirá ocupando o topo do ranking mundial de juros reais mais altos, o que tem impactos diretos sobre o consumo, o investimento produtivo e o endividamento das famílias.
Especialistas ouvidos pelo jornal Correio Braziliense avaliam que o cenário internacional de cautela, a pressão cambial e a recente deterioração das expectativas de inflação contribuem para a manutenção da política monetária restritiva.
Apesar das críticas vindas de setores do governo federal, que cobram redução da taxa para estimular a economia, o Banco Central deve optar por uma postura conservadora diante do atual ambiente fiscal e do aumento das incertezas no mercado.
JUROS ALTOS
A decisão do Copom será acompanhada com atenção por empresários, investidores e consumidores.
A taxa Selic influencia diretamente os juros cobrados em financiamentos, no crédito rotativo e no custo do dinheiro em geral. Para a população, o resultado é uma economia mais lenta, com menos empregos e consumo retraído.
A manutenção dos juros em patamar elevado reforça a imagem do Brasil como um dos campeões globais da alta dos juros.
