Federação União Progressista mais perto do rompimento com o Governo Lula; redefinição de rumos tem reflexo na corrida pré-eleitoral de 2026 no Ceará

Foto: Reprodução/ ConJur

O tarifaço norte-americano está cada vez mais contaminado pelo debate pré-eleitoral e começa a mexer na base política do governo do presidente Lula, com repercussão na agenda do Ceará.


A União Progressista, federação formada pelo União Brasil e o Progressista, rebateu em nota nesta segunda-feira (4), a fala feita na véspera pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encontro do PT em Brasília.


As duas legendas possuem cargos no primeiro escalão da gestão petistas e mantém uma relação hostil com o governo. O clima é de rompimento com possível saída de filiados as duas siglas de cargos no primeiro escalão da administração petista.


A federação afirmou que vê com “profunda preocupação” declarações de Lula nas quais o presidente “acusa os Estados Unidos de envolvimento em golpes no Brasil e reitera a intenção de substituir o dólar em transações comerciais”.


Na visão da União Progressista, esse posicionamento “está longe de contribuir” para a resolução da crise tarifária. De acordo com a nota, nesse contexto, adotar uma retórica confrontacional, que remete a eventos históricos sem foco em soluções práticas, compromete a capacidade do Brasil de negocia com pragmatismo e buscar acordos que minimizem o impacto dessas tarifas.


Segundo, ainda, a federação União Progressista, “declarações inflamadas e a evocação de conflitos passados arriscam isolar o Brasil em um momento que a cooperação internacional é essencial”. O barulho nos bastidores da base política do Governo Lula, com a reação do União Progressista, tem repercussão no Ceará