Os números divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (15) mostram que o mercado de trabalho brasileiro segue em trajetória de aquecimento. No segundo trimestre de 2025, a taxa de desemprego caiu em 18 estados na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
A queda foi significativa e disseminada: em unidades como São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul, o recuo foi de até 0,8 ponto percentual. Em outros nove estados, houve variação para baixo, mas sem relevância estatística, levando o IBGE a considerar estabilidade.
O levantamento confirma a tendência nacional de redução do desemprego, puxada pelo crescimento de setores como comércio, serviços e construção civil, além da ampliação de vagas formais na indústria. Desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, o mercado de trabalho vem apresentando oscilações, mas o atual ciclo é de melhora consistente.
Especialistas avaliam que a combinação de inflação controlada, retomada do consumo e investimentos públicos tem gerado mais oportunidades. Apesar disso, alertam que o país ainda convive com cerca de 8,6 milhões de pessoas em busca de emprego e com desafios estruturais, como a informalidade, que atinge quase 40% da força de trabalho.
O cenário, embora positivo, exige manutenção de políticas que incentivem a geração de vagas de qualidade, com carteira assinada e melhores salários, para consolidar a recuperação do emprego no Brasil.
Desemprego no 2º.tri.25
| UF | Taxa, em % | Situação |
| Pernambuco | 10,4 | Estabilidade |
| Bahia | 9,1 | Baixa |
| Distrito Federal | 8,7 | Estabilidade |
| Piauí | 8,5 | Baixa |
| Sergipe | 8,1 | Estabilidade |
| Rio de Janeiro | 8,1 | Baixa |
| Amazonas | 7,7 | Baixa |
| Alagoas | 7,5 | Baixa |
| Rio Grande do Norte | 7,5 | Baixa |
| Acre | 7,3 | Estabilidade |
| Paraíba | 7 | Baixa |
| Amapá | 6,9 | Baixa |
| Pará | 6,9 | Baixa |
| Ceará | 6,6 | Baixa |
| Maranhão | 6,6 | Baixa |
| Roraima | 5,9 | Estabilidade |
| Brasil | 5,8 | Baixa |
| Tocantins | 5,3 | Estabilidade |
| São Paulo | 5,1 | Baixa |
| Goiás | 4,4 | Baixa |
| Rio Grande do Sul | 4,3 | Baixa |
| Minas Gerais | 4 | Baixa |
| Paraná | 3,8 | Estabilidade |
| Espírito Santo | 3,1 | Baixa |
| Mato Grosso do Sul | 2,9 | Baixa |
| Mato Grosso | 2,8 | Estabilidade |
| Rondônia | 2,3 | Estabilidade |
| Santa Catarina | 2,2 | Baixa |
Dados do IBGE
