Lula abre vantagem sobre Tarcísio e outros adversários, mas maioria não o quer candidato à reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em primeiro lugar nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, mas enfrenta um desafio significativo: 58% dos eleitores afirmam que ele não deveria disputar a reeleição.

O dado, revelado pela pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (20), indica que, embora Lula mantenha vantagem sobre seus adversários, há um desgaste perceptível em relação à sua permanência na disputa.

A sondagem mostra que Lula ampliou a distância em relação ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Se em julho os dois apareciam tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, agora o presidente venceria por 43% a 35% em eventual segundo turno.

Em outros cenários, a liderança do petista também se confirma. Contra Ratinho Júnior (PSD-PR), Lula aparece com 10 pontos de vantagem, enquanto sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Leite (PSDB-RS) e Ronaldo Caiado (União-GO), o placar abre em 16 pontos percentuais.

REJEIÇÃO À CANDIDATURA

Mesmo assim, a maioria dos eleitores não aprova sua tentativa de permanecer no cargo. O índice dos que desaconselham a candidatura de Lula se mantém estável em relação ao levantamento anterior, de julho, alcançando 58%. Esse sentimento é majoritário em todos os estados analisados, com exceção da Bahia e de Pernambuco, onde a rejeição à ideia de uma nova candidatura de Lula atinge 42%.

A avaliação sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi incluída na pesquisa. O resultado mostra que 65% dos entrevistados defendem que ele desista da disputa e apoie outro candidato. Esse índice supera os 60% em todos os estados pesquisados, reforçando o desafio de Bolsonaro em se viabilizar como alternativa para 2026.

PERFIL DA PESQUISA

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com 12.150 entrevistas presenciais em todo o país, incluindo uma amostra especial em oito estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Pernambuco. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o cenário nacional e para São Paulo, e de três pontos percentuais para os demais estados.