O Ceará volta a olhar para o futuro com a retomada da cotonicultura, atividade que já foi uma das principais forças da economia estadual. O primeiro passo nessa direção foi dado, nessa terça-feira (26), com a aprovação, pela Assembleia Legislativa, do projeto de lei oriundo do Poder Executivo que cria o Programa de Desenvolvimento da Cotonicultura Cearense.
O programa prevê a distribuição de sementes de alta qualidade, além de assistência técnica especializada e incentivos diretos à produção, criando condições para que agricultores recuperem o protagonismo dessa cultura no campo.
FORÇA NO CAMPO
O governador Elmano de Freitas (PT) considera que o Ceará tem plenas condições de voltar a ser referência no cultivo do algodão.
A cotonicultura do Ceará teve o seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980, mas a atividade perdeu força devido à praga do bicudo-do-algodoeiro, que devastou plantações e contribuiu para o empobrecimento de muitas famílias rurais.
OURO BRANCO
Quando as terras estavam cobertas com grandes plantações nas décadas de 70 e 80, a algodão era chamado de ouro branco no Ceará, pela riqueza que saía do campo, geração de renda e empregos.
O repórter Carlos Silva destaca, no Jornal Alerta Gerall que, nos anos 1990, foram lançados programas de incentivo, mas as políticas não conseguiram garantir a consolidação da atividade em larga escala. Agora, com tecnologia, manejo sustentável e políticas públicas mais estruturadas, o governo aposta na retomada da plantação de algodão como vetor de desenvolvimento rural.
A expectativa é que, além de gerar emprego e renda no interior, a cotonicultura fortaleça a cadeia produtiva têxtil e industrial, ampliando a competitividade do Ceará no cenário nacional.