Advocacia do Senado nega agenda de visita de envolvidos com o escândalo do INSS a gabinete parlamentares e frustra CPI

Foto: Reprodução/ Govero Federal

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS terá mais uma semana de intensa movimentação, mas enfrenta o primeiro contratempo na agenda para se aprofundar nas investigações do maior escândalo da história da previdência social: a negativa da assessoria jurídica do Senado ao pedido de pessoas que visitaram gabinetes de parlamentares.

Segundo a Advocacia do Senado, os nomes dessas pessoas devem ser mantidos em sigilo. O repórter Carlos Silva destaca, no Jornal Alerta Geral, a movimentação desta semana na Comissão Parlamentar de Inquérito que começa a ouvir ex-ministros da Previdência Social e ex-presidentes do INSS.

CARECA DO INSS

O pedido de informações tem como alvo o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘’Careca do INSS’’, que irá prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito. Os deputados e senadores queriam, porém, antes desse depoimento, a lista de gabinetes visitados por Careca a partir de 2019.

Entre as perguntas encaminhadas à Advocacia do Senado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, indagou o Colegiado teria poder de requisitar as informações de acesso de uma pessoa ao gabinete de um parlamentar. O parecer apontou que o pedido seria inconstitucional, e que a CPMI só poderia obter a relação de pessoas que estiveram no Congresso sem o detalhamento dos gabinetes visitados.

Para o relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar,. “Não tem problema nenhum qualquer cidadão brasileiro fazer uma visita a um gabinete de um parlamentar. O problema, segundo ele, é esconder qual parlamentar e qual assunto foi tratado”.