Em agosto, a inflação geral do Brasil registrou uma queda de -0,11% impulsionada em grande parte pela redução no custo da energia elétrica. Contudo, o Boletim Mensal de Monitoramento da Inflação de Alimentos, produzido pelo Pacto Contra a Fome, destaca que o alívio geral, além de temporário, não tem efeito uniforme e o acesso à alimentação saudável segue como um desafio marcante para as famílias mais pobres.
Durante o período, o grupo de Alimentos e Bebidas registrou uma deflação pela terceira vez consecutiva (-0,46%), com redução na alimentação dentro e fora do domicílio. O boletim também apresenta o custo da cesta NEBIN, composta majoritariamente por alimentos in natura e minimamente processados, recomendados para uma dieta saudável, que passou de R$ 415 para R$ 408, em agosto. No entanto, mesmo com o cenário mais positivo, uma família de três pessoas gastaria R$ 1.224, uma despesa elevada em comparação com o salário mínimo de R$ 1.518.
Queda nos preços
O boletim sinaliza que a redução recente nos preços ainda não é sentido de forma uniforme pela população. Isso porque a queda se concentrou em poucos itens: tomate, manga e arroz explicam sozinhos mais de um terço da redução em agosto. Para as famílias de menor renda, o impacto é imediato, já que esses produtos estão presentes no consumo cotidiano.
