A advogada Isabel Mota, especialista em Direito Eleitoral, reconhece que as mulheres ainda enfrentam grandes dificuldades para ampliar sua presença nos espaços de poder e destaca, ao ser entrevistada no Jornal Alerta Geral, que não se trata de desinteresse do público feminino pela política, mas sim de falhas — e até de conveniências — dentro dos próprios partidos, que muitas vezes não priorizam, nem as incentivam para a militância.
Isabel aborda, nesta entrevista, as condições financeiras, por meio do fundo partidário, para as legendas estimularem para mais mulheres entrarem na política. Cita que, por exemplo, 30% dos recursos do Fundo Eleitoral devem ser direcionados às candidaturas femininas, o que representa uma conquista para as mulheres ganharem espaço no exercício da atividade parlamentar.
FEDRAÇÕES
Embora ainda bem distantes para os eleitores, o pleito de 2026 já está na agenda de preparativos das legendas e, nesse contexto, as lideranças políticas intensificam mas articulações para montagem de federações partidárias.
“As federações partidárias já estão em pleno funcionamento no Brasil. Trata-se de um instituto recente, mas que veio para ficar”, afirma Isabel Mota, ao observar que, ao formarem uma federação, os partidos precisam cumprir uma união estável que dura, pelo menos, quatro anos.
“É como se fosse um casamento, e não apenas um namoro político. A coligação era algo temporário. Já a federação obriga os partidos a permanecerem juntos por toda a legislatura”, comparou.
A advogada ressalta, ainda, que, embora com efeitos mais diretos para os partidos, a federação gera, também, certo impacto na hora de escolha de um candidato, de uma candidata ao Legislativo.
“O eleitor precisa compreender que, ao votar em um partido federado, está escolhendo uma aliança programática mais sólida, com propostas mais consistentes e duradouras no Legislativo”, concluiu Isabel.
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