Cartilha alerta: preço baixo e rótulos com erros podem indicar falsificação de bebidas alcoólicas

Os casos recentes de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, registrados em estados como São Paulo, Bahia e Pernambuco, acenderam um sinal de alerta em todo o país.

O problema se transformou em preocupação nacional, mas uma decisão regional chama atenção: para enfrentar orientar os consumidores, o Governo do Rio de Janeiro e a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) lançaram, nesta sexta-feira (3), uma cartilha com instruções práticas sobre como identificar bebidas falsificadas.

PREOCUPAÇÃO CRESCENTE

Embora não haja registros oficiais de vítimas no Rio, a preocupação é crescente diante do risco à saúde pública.

A iniciativa reúne órgãos de fiscalização, entidades de classe e autoridades do setor de consumo em um esforço conjunto para desestimular a atuação de quadrilhas especializadas na adulteração de bebidas.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e do Procon-RJ, apenas em 2024 foram apreendidos mais de 300 litros de bebidas com indícios de falsificação em diferentes regiões do estado, incluindo a Zona Sul do Rio, a Região dos Lagos e municípios da Região Metropolitana.

Produtos adulterados, como whisky e cachaça, representam riscos graves e podem levar à intoxicação grave, cegueira e até à morte, quando contêm substâncias como o metanol. A cartilha, disponível nos sites da Sedcon e da Abrabe, tem como objetivo empoderar o consumidor por meio da informação, tornando-o capaz de identificar sinais de irregularidades.

Entre as orientações destacadas estão a atenção ao preço muito abaixo do mercado, indício frequente de adulteração; a análise cuidadosa dos rótulos, que devem apresentar impressão nítida, sem erros de grafia e com identidade própria da marca; e a verificação dos contrarrótulos, que precisam estar em português e conter o número de registro no Ministério da Agricultura.

A informação é a melhor forma de prevenção. Essa cartilha é um instrumento prático para orientar consumidores, proteger vidas e, ao mesmo tempo, enfraquecer o mercado criminoso que lucra com a falsificação”, destacou o governador Cláudio Castro.