Luizianne Lins nega assinar documento de deportação proposto por Israel e permanece detida

A delegação brasileira, incluindo a deputada federal Luizianne Lins, permanece detida na prisão de Ketziot, no deserto de Negev, após a interceptação por forças israelenses da flotilha humanitária que levava alimentos e medicamentos para o povo palestino, em águas internacionais.

De acordo com nota divulgada nas redes sociais da deputada Luizianne Lins (PT/CE), a advogada que acompanha a delegação brasileira informou que Luizianne decidiu não assinar o documento de deportação acelerada oferecido pelas autoridades israelenses. A parlamentar considerou o documento abusivo e que, por sua trajetória na defesa dos direitos humanos, entendeu que sua responsabilidade ia além de sua própria situação – estando em solidariedade e unidade com os demais membros da delegação brasileira que não assinaram o documento.

Durante o depoimento publicado, é abordado a situação que a delegação brasileira está passando.

No momento, causam preocupação os relatos recebidos por representantes legais de que parte do grupo estaria sendo privado de água, alimentos e medicamentos, em violação a normas internacionais de direitos humanos e ao direito humanitário que protege missões civis e de ajuda humanitária,” completa a nota.

Após a conclusão de audiências judiciais foi decidido que os brasileiros podem ter o processo de deportação iniciado, embora não haja ainda confirmação oficial sobre prazos e condições, conforme disse a assessoria de Luizianne Lins.

Nesta segunda-feira (6), representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) em Tel Aviv fizeram uma nova visita aos cidadãos brasileiros. Ainda não há detalhes sobre a visita.

Vale ressaltar que na última sexta-feira (3), representantes da embaixada em Tel Aviv estiveram com os brasileiros detidos, em dois encontros separados: um com os homens do grupo, e o outro com as mulheres.Segundo fontes diplomáticas, verificou-se que todos estão em boas condições de saúde, sem problemas físicos. 

O Itamaraty disse que a Embaixada do Brasil em Tel Avivestá em contato permanente com as autoridades israelenses, de modo a prestar a assistência consular cabível aos nacionais, conforme estabelece a Convenção de Viena sobre Relações Consulares“.

Informações – Assessoria da deputada Luizianne Lins