Gabinete de Luizianne Lins denuncia condições degradantes e violência psicológica contra brasileiros presos em Israel

Foto: Reprodução / Redes sociais.

O gabinete da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) divulgou, nesta segunda-feira (6), um relato sobre a situação dos brasileiros presos em Israel, que integravam uma flotilha humanitária com destino a Gaza.

Segundo o comunicado, os detidos denunciaram condições degradantes, violência psicológica e falta de atendimento médico adequado durante o período em que estiveram na prisão de Ketziot, localizada no deserto de Negev, em Israel. As informações foram obtidas durante uma visita consular realizada pelo governo brasileiro ao local de detenção.

MEDICAMENTOS SOB PRESSÃO

De acordo com a nota, Luizianne Lins só teria recebido medicamentos após pressão diplomática exercida pela representação do Brasil. O texto também afirma que as audiências judiciais ocorreram sem a presença de advogados de defesa, violando o direito básico à representação legal.

Os advogados responsáveis pelo acompanhamento jurídico dos detidos informaram que já há ordem de deportação para todos os participantes da flotilha e que nada impede o retorno imediato dos brasileiros e brasileiras presos em Israel.

DEPORTAÇÃO

De acordo, ainda, com o comunicado, cerca de 300 pessoas já foram deportadas, entre elas a ativista Greta Thunberg, que também participava da ação humanitária denominada Flotilha Global Sumud.

O gabinete da deputada, por meio de nota, reitera o pedido de libertação imediata de Luizianne Lins e dos demais brasileiros detidos, agradecendo o apoio recebido e conclamando a sociedade a intensificar a mobilização por liberdade e justiça. Com informações dos bastidores políticos, Sátiro Sales.

“O que está acontecendo é uma vergonha — esta missão não deveria precisar existir”, diz a nota, citando o posicionamento dos participantes. O gabinete da deputada reitera o pedido de libertação imediata de Luizianne Lins e dos demais brasileiros detidos, agradecendo o apoio recebido e conclamando a sociedade a intensificar a mobilização por liberdade e justiça.

A nota reforça ainda que o caso exige uma resposta firme do governo brasileiro e da comunidade internacional, em defesa dos direitos humanos e da integridade física dos cidadãos detidos.