O Brasil registra mais uma morte causada pelo consumo de bebida alcoólica adulterada com metanol. A Prefeitura de São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC paulista, confirmou nesta segunda-feira (6) o óbito de Bruna Araújo, de 30 anos, que estava internada em estado grave após ingerir vodca misturada com suco de pêssego.
Segundo a administração municipal, a jovem faleceu em decorrência direta da intoxicação por metanol, substância altamente tóxica e imprópria para o consumo humano.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Bruna morreu após decisão conjunta entre a equipe médica e familiares pela adoção de cuidados paliativos, diante da gravidade do quadro clínico. Em nota, a prefeitura informou que a paciente “recebeu a melhor assistência possível” e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
A Vigilância Epidemiológica de São Bernardo do Campo informou que recebeu 78 notificações de suspeita de contaminação por metanol, das quais uma foi confirmada — o caso de Bruna — e seis óbitos ainda estão em investigação.
O governo do estado de São Paulo também atualizou o balanço e contabiliza 15 casos confirmados de intoxicação por metanol e 164 em análise, incluindo seis mortes suspeitas. A morte de Bruna representa o terceiro caso oficialmente confirmado no país com laudo que comprova a ingestão de bebida adulterada.
O caso reforça o alerta das autoridades sanitárias sobre o risco do consumo de bebidas sem procedência certificada, especialmente em situações de venda clandestina ou de produtos com preço abaixo do mercado.
O metanol, usado ilegalmente para adulterar bebidas alcoólicas, pode causar cegueira, falência múltipla de órgãos e morte, mesmo em pequenas doses.
As investigações continuam para identificar a origem da bebida contaminada e os responsáveis pela adulteração, em um esforço conjunto entre a Polícia Civil e os órgãos de vigilância sanitária.
