Ex-prefeitos, prefeitos e lideranças municipais que integram o grupo do deputado federal Júnior Mano, do PSB, começam a falar que o senador Cid Gomes ganha projeção estadual com as novas filiações ao Partido Socialista Brasileiro não apenas como um líder partidário, mas também com o perfil de quem está preparado para voltar a governar o Ceará.
A conversa, segundo o repórter Carlos Silva, já pode ser ouvida entre lideranças municipais das cidades de Russas, Limoeiro do Norte e, por exemplo, Morada Nova. Há relatos sobe esse tipo de manifestação nas Regiões Norte, Centro-Sul e Ibiapaba.
O estímulo para Cid se colocar como opção ao Palácio da Abolição já passa, também, pelos corredores da Assembleia Legislativa.
ENTUSIASMO E CAUTELA
Alguns, expõem, na conversa de mesa de bar, entusiasmo com a possibilidade de Cid Gomes vir a ser candidato ao Palácio da Abolição, mas evitam falar mais sobre esse assunto para manter abertas as portas do Governo do Estado.
Hoje, pelo quadro pré-eleitoral, o governador Elmano de Freitas será candidato, em 2026, à reeleição, enquanto o PSB, de Cid Gomes, o apoiará. As mesmas lideranças que citam o nome do senador socialista o vêem como uma alternativa para unir diferentes correntes partidárias e, até mesmo, neutralizar uma eventual candidatura do irmão, Ciro, ao Governo do Estado.
2002 E 2026
Para alguns, esse quadro de 2026 ficaria bem parecido com o cenário de 2002, quando Lúcio Alcântara era governador, estava filiado ao PSDB, recebeu a recomendação do então senador Tasso Jereissati para declinar da reeleição e apoio Cid Gomes, garantindo, assim, uma vaga ao Senado. Lúcio ouviu a conversa até o fim, mas decidiu concorrer à reeleição, perdeu o apoio de Tasso e foi derrotado ao Governo do Estado.


