A Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) pediu oficialmente ao governo federal a suspensão imediata do programa Atestmed, criado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como alternativa para reduzir o tempo de espera por perícias médicas. A entidade alega que o modelo não resolveu o problema das filas e ainda compromete a segurança e a confiabilidade dos laudos emitidos.
De acordo com a ANMP, 2,6 milhões de brasileiros aguardam, em todo o país, a marcação de uma perícia médica — etapa obrigatória para o recebimento de benefícios por incapacidade ou para a liberação do retorno ao trabalho.
O número, considerado alarmante, é um dos maiores já registrados na história recente da Previdência Social. O repórter Satiro Sales registra, no Jornal Alerta Geral, a cobrança da ANMP o Governo mudar o sistema do Atestmed.
HISTÓRICO
O Atestmed foi criado com o objetivo de substituir a perícia presencial por uma análise documental de atestados e laudos enviados online, reduzindo o tempo de espera dos segurados. No entanto, os peritos afirmam que o sistema não garante o mesmo rigor técnico da avaliação médica presencial e aumentou o risco de fraudes e indeferimentos injustos.
A ANMP argumenta que o acúmulo de pedidos e o déficit de profissionais têm sobrecarregado as agências do INSS, provocando longas esperas, cancelamentos de benefícios e prejuízos financeiros a milhões de trabalhadores.
“O Atestmed não é solução, é paliativo. O que o sistema precisa é de investimento e mais médicos peritos, não de substituição tecnológica sem controle”, declarou a diretoria da associação em nota pública.
A entidade defende a realização de um mutirão nacional de perícias e a recontratação emergencial de profissionais como forma de normalizar o atendimento.
O presidente da Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP), José Carlos Argolo, antecipou, no mês de agosto deste ano, que o Atestmed, ao invés de reduzir, contribuiu para aumentar a fila e o sofrimento dos segurados que dependem de uma perícia médica.
