A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas, deu sinais de enfraquecimento ao recuar em decisões cruciais.
Após intensas discussões e trocas de acusações entre parlamentares, o colegiado rejeitou a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Também ficou de fora da pauta o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, que havia sido apresentado por membros da oposição. A proposta acabou retirada após divergências internas.
Outro revés para o grupo de investigação foi a rejeição do pedido de prisão preventiva de Milton “Cavalo” Baptista, presidente do Sindnapi, acusado de chefiar um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados.
Em contrapartida, os parlamentares aprovaram a quebra de sigilo do advogado Eli Cohen, um dos primeiros denunciantes das fraudes que envolvem o sistema previdenciário. Já o pedido para investigar as contas da publicitária Danielle Fonteles, apontada como beneficiária de pagamentos do lobista Antônio Carlos Camilo, conhecido como o Careca do INSS, foi rejeitado.
