Excesso de telas provoca a “dermatite digital”: nova condição alerta para danos na pele causados pela luz azul

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O uso constante de celulares, computadores e tablets pode estar causando mais do que problemas de postura, visão e fadiga mental — a pele também sofre com o excesso de telas. Dermatologistas têm alertado para o aumento dos casos de “dermatite digital”, também conhecida como “dermatite de tela”, uma irritação cutânea provocada pela exposição prolongada à luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos.

A condição está relacionada à falta de pausas, ao aquecimento da pele e ao acúmulo de oleosidade e suor, especialmente em pessoas que passam horas com o rosto próximo às telas. Os sintomas mais comuns são vermelhidão, ressecamento, coceira e pequenas inflamações no rosto, pescoço e mãos — áreas mais expostas à luz artificial.

A pele reage ao excesso de luz azul e ao calor produzido pelos eletrônicos. Isso pode gerar inflamação, agravar quadros de rosácea e até acelerar o envelhecimento cutâneo. Muitos pacientes acreditam estar com uma alergia comum, mas o problema está diretamente ligado ao uso intenso de telas”, explica a dermatologista Andréa Sampaio.

Rotina digital e pele: um alerta crescente

Com o avanço do home office e o uso cada vez mais intenso de dispositivos eletrônicos, a dermatite digital se tornou mais frequente. Além da luz azul, fatores como ar-condicionado e o toque constante no rosto durante o uso de celulares e notebooks agravam o quadro.

A luz azul penetra profundamente na pele e contribui para o estresse oxidativo, acelerando o surgimento de rugas e manchas. Por isso, é essencial usar protetores solares com filtro contra luz visível e manter uma rotina de hidratação diária, mesmo em ambientes internos”, orienta Andréa.

Como prevenir e tratar a dermatite digital

Os cuidados são simples, mas exigem disciplina. Confira as principais recomendações da especialista:
• Use protetor solar diariamente, inclusive em ambientes fechados, com proteção contra luz visível e luz azul;
• Faça pausas regulares — a cada hora, afaste-se das telas para permitir que a pele e os olhos descansem;
• Evite apoiar o rosto nas mãos enquanto utiliza dispositivos eletrônicos;
• Mantenha a pele limpa e hidratada, utilizando produtos suaves e livres de óleo;
• Invista em antioxidantes, como vitamina C e niacinamida, que combatem os radicais livres gerados pela exposição à luz artificial.

A rotina digital veio para ficar, então o ideal é adaptar os cuidados com a pele a essa nova realidade. Pequenas mudanças diárias fazem uma grande diferença na saúde e na aparência da pele”, conclui a dermatologista.