A deputada estadual Dra. Silvana (PL) apresentou, nesta quarta-feira (5), um requerimento à Assembleia Legislativa do Ceará solicitando a criação de uma comissão de parlamentares para visitar El Salvador e conhecer de perto os projetos de combate à criminalidade implementados naquele país.
A proposta foi anunciada durante pronunciamento em que a parlamentar voltou a manifestar preocupação com o avanço da violência no Ceará e defendeu medidas mais rígidas contra o crime organizado. Silvana disse que necessariamente o modelo de El Salvador será adotado no Brasil, mas é preciso que as pessoas conheçam melhor esse sistema de combate à violência.
REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA
Dra. Silvana destacou que o modelo salvadorenho, adotado pelo presidente Nayib Bukele, vem sendo citado mundialmente pela redução drástica dos índices de homicídios e da atuação de facções. Segundo ela, é preciso buscar referências práticas e eficazes que possam inspirar políticas públicas locais voltadas à segurança e à pacificação das comunidades cearenses.
Durante seu discurso, a deputada endossou as ações do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que resultaram na morte de suspeitos de envolvimento com o crime organizado, afirmando que “as operações policiais devem ser firmes e exemplares”.
Em tom enfático, Dra. Silvana declarou que “seria burra ou louca” se não defendesse a operação comandada pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e reiterou que a defesa da vida e da segurança da população deve estar acima de qualquer disputa ideológica.
O pedido da parlamentar agora será analisado pela Mesa Diretora da Assembleia. Caso seja aprovado, uma comitiva poderá representar o Legislativo cearense em uma missão oficial a El Salvador, com o objetivo de conhecer políticas públicas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas e à recuperação da ordem pública.
As informações de agências internacionais apontam que, com pouco mais de 6 milhões de habitantes, El Salvador reduziu a taxa de homicídios de 106 para 1,9 por 100 mil habitantes em três anos. O resultado foi obtido por meio de um regime de exceção, prisões em massa, construção de megapresídios e dura repressão policial.
