Fortaleza registra alta no valor da cesta básica

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A capital cearense registrou durante o mês de outubro, aumento de 1,38% no valor da cesta básica. O dado foi divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Além de Fortaleza, o preço da cesta básica aumentou em 16 das 27 capitais analisadas pelo Dieese em outubro, na comparação com o mês anterior.

As maiores altas ocorreram em São Luís (3,11%), Palmas (2,59%), Florianópolis (1,66%), Rio Branco (1,62%), Porto Alegre (1,49%), Goiânia (1,41%) e Fortaleza (1,38%).

TEMPO DE TRABALHO E PREÇO

Por conta do aumento da cesta básica em algumas regiões do país, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.116,83, ou 4,69 vezes o mínimo de R$ 1.518,00. Em setembro, o valor necessário era de R$ 7.075,83 e correspondia a 4,66 vezes o piso mínimo.

Além disso, em outubro, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas foi de 100 horas e 19 minutos, maior do que o registrado em setembro, quando ficou em 99 horas e 53 minutos.

Quando se compara o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, a análise aponta que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, nas 27 capitais, 49,29% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos. 

PRODUTOS COM MAIOR AUMENTO NO PREÇO

O valor do óleo de soja subiu nas 27 cidades, entre setembro e outubro de 2025. As elevações oscilaram entre 1,21%, em Fortaleza. Também teve aumento o preço do feijão e da carne ovina.

Dos produtos que tiveram queda, o arroz agulhinha registrou diminuição de 6%, assim como o leite integral. O preço do feijão apresentou comportamento variado entre setembro e outubro nas 27 cidades analisadas. O tipo preto caiu em quase todas as localidades, já o carioca aumentou em 15 municípios.