Os dados da nova pesquisa Genial/Quaest mostram um forte apoio popular a medidas mais duras contra o crime organizado no Brasil. A pesquisa, realizada entre os dias 6 e 9 de novembro, foi publicada, nesta quarta-feira (12).
Segundo o levantamento, 73% dos brasileiros acreditam que as organizações criminosas devem ser classificadas como terroristas, o que demonstra o nível de preocupação da população com o avanço da violência e a atuação das facções no país.
A percepção de que o Estado deve reagir com rigor é reforçada por outros números da pesquisa. 88% dos entrevistados defendem o aumento das penas para homicídios cometidos a mando de organizações criminosas, e 65% apoiam a retirada do direito de visita íntima a membros de facções dentro das prisões. Já a PEC da Segurança Pública, que tramita no Congresso, é aprovada por 60% da população.
CONTRA ARMAS
Os brasileiros expõem, também, a opinião sobre o uso de armas de fogo. De acordo com a pesquisa, a facilitação da compra e do acesso a armas de fogo é reprovada por 70% dos brasileiros, sinalizando que o desejo por mais segurança não está associado à ampliação do armamento da população.
Quando questionados sobre qual seria a principal medida para reduzir a violência, 46% apontam leis mais rígidas, penas maiores e o fim da impunidade — defendendo que a Justiça não solte criminosos reincidentes.
Essa visão é compartilhada de forma ampla por diferentes segmentos políticos: 39% dos eleitores lulistas, 31% dos que se declaram de esquerda, mas não lulistas, 41% dos independentes, 53% dos de direita não bolsonarista e 58% dos bolsonaristas.
Os resultados indicam que, independentemente da posição ideológica, há um consenso crescente na sociedade de que o combate ao crime organizado exige respostas firmes e eficazes do Estado.
A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 6 e 9 de novembro, ouviu 2.004 pessoas acima de 16 anos, apresenta uma margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

