CPMI do INSS mira as fraudes no seguro-defeso, que é pago aos pescadores artesanais

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As suspeitas de fraudes no seguro-defeso, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes, estão agora no centro das investigações da CPMI do INSS.


Os relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), enviados à Comissão, apontam movimentações financeiras atípicas envolvendo entidades da pesca, levantando fortes indícios de lavagem de dinheiro e possível desvio de recursos públicos.


O repórter Carlos Silva destaca, no Jornal Alerta Geral, que, nos últimos anos, o número de beneficiários do seguro-defeso disparou, chamando a atenção da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).


As investigações miram o funcionamento das colônias de pescadores — organizadas em federações estaduais e reunidas em confederações nacionais. A maior delas é a CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca).


VALORES QUE IMPRESSIONAM


Criada em 2020 por Abraão Lincoln Ferreira, a CBPA surgiu após Lincoln ser impedido por decisão judicial de ocupar cargos no Piauí enquanto respondia a ações criminais. Os números levantados impressionam.


Entre 2023 e 2025, a CBPA recebeu R$ 99 milhões referentes a descontos de aposentados, mas seu volume financeiro real era muito superior: apenas entre maio de 2024 e maio de 2025, a entidade movimentou R$ 410 milhões em uma única de suas contas bancárias — valor considerado completamente incompatível com sua atividade-fim.

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