A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a cassação dos deputados estaduais do PL pode provocar um dos maiores abalos recentes na política cearense — tanto na composição da Assembleia Legislativa quanto na corrida ao Senado em 2026.
O TSE volta a julgar, no próximo dia 27, as ações que tratam da possível cassação da chapa proporcional do PL por fraude à cota de gênero nas eleições de 2022. O processo ficou quase um ano parado até retornar à pauta após intimação publicada no Diário de Justiça no dia 17.
CASSAÇÃO NO CEARÁ
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) já havia determinado a cassação dos mandatos ao concluir que houve candidaturas femininas fictícias articuladas pelo partido nas eleições de 2022. Se o entendimento for mantido, perdem os mandatos:
• Alcides Fernandes
• Carmelo Neto
• Dra. Silvana
• Marta Gonçalves




As consequências são amplas, com impactos imediatos na Assembleia Legislativa e na corrida ao Senado em 2026:
• As quatro vagas serão redistribuídas entre partidos do coeficiente subsequente;
• A bancada do PL na Alece — hoje uma das mais barulhentas da oposição — deixará de existir.
EFEITOS NA CORRIDA AO SENADO EM 2026
A eventual suspensão dos direitos políticos por oito anos impediria os parlamentares cassados de concorrer a cargos eletivos. O caso mais sensível é o do deputado Pastor Alcides, apontado como nome do PL ao Senado em 2026. Se o TSE confirmar a cassação, ele fica inelegível e o projeto eleitoral do PL sofre forte revés.
O relator do caso no TSE é o ministro Antônio Carlos Ferreira, e a decisão promete repercutir nas articulações políticas e na corrida pré-eleitoral rumo a 2026.
Dos quatro integrantes da bancada estadual do PL, três – Dra. Silvana, Carmelo Neto e Pastor Alcides, permanecem filiados à legenda, enquanto a deputada estadual Marta Gonçalves se transferiu para o PSB.

