O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Edipo Araujo, participou do painel Algas marinhas e alimentos aquáticos: soluções azuis para a resiliência climática, em tradução livre, apresentando um tema emergente para a aquicultura e para o meio ambiente: a algicultura. O painel foi promovido por diversas organizações internacionais de fomento da aquicultura, na COP 30, em Belém.
Em seu discurso, Edipo falou sobre a relevância do cultivo de algas como solução climática emergente. “As algas constituem uma nova fronteira verde, com aplicações diversas — alimentos, bioinsumos , fibras, cosméticos, fármacos, bioplásticos, tecidos biodegradáveis e energia renovável. No Nordeste brasileiro, o cultivo de macroalgas já desempenha papel relevante na adaptação de comunidades costeiras, que reúnem condições naturais ideais e tradição pesqueira consolidada”, declarou.
O Brasil possui 215 milhões de consumidores, setores alimentares maduros, 8.500 km de litoral, mais de 600 espécies nativas de algas e milhares de comunidades que podem se beneficiar da atividade. Para ampliar o papel das algas nas estratégias climáticas, o Ministério da Pesca e Aquicultura estabeleceu parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, para desenvolver o Inventário de Gases de Efeito Estufa da Aquicultura Brasileira, fortalecendo a base científica do setor.
Informações – Ministério da Pesca e Aquicultura
