Cultivar bons laços sociais e amizades fortes não é somente uma questão de bem-estar emocional, mas pode ser, também, um fator determinante para a saúde física e o funcionamento do cérebro. Estudos recentes reforçam que conexões profundas e duradouras influenciam desde processos biológicos fundamentais do envelhecimento até padrões de comportamento e atividade neural.
Uma pesquisa publicada na revista Brain, Behavior and Immunity Health, baseada em dados de mais de 2.100 adultos, revelou que o acúmulo das chamadas vantagens sociais ao longo da vida — que vão do afeto parental na infância às relações comunitárias, de fé e de amizade na vida adulta — está associado a um envelhecimento biológico mais lento.
Essa vantagem também se refletiu em níveis mais baixos de inflamação crônica, incluindo concentrações reduzidas de interleucina-6 — molécula associada a doenças cardíacas, diabetes e neurodegeneração.
As imagens cerebrais revelaram sincronização de atividade neural enquanto amigos assistiam a anúncios juntos. As áreas ativadas estavam ligadas a percepção visual, atenção, memória, julgamento social e processamento de recompensas. Mais surpreendente ainda, padrões de atividade cerebral podiam prever não só as intenções de compra do próprio participante, mas também as de seus amigos próximos.
Informações – Correio Braziliense
