A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro antecipou as movimentações do comando nacional do Partido Liberal (PL) e redesenhou as estratégias políticas para 2026. Diante da ausência de sua principal liderança, a cúpula do partido abriu, nesta segunda-feira (24), uma série de articulações para manter vivo o bolsonarismo e reorganizar a estratégia eleitoral.
Em Brasília, o PL reuniu dirigentes e parlamentares com um grupo que simboliza a herança política de Bolsonaro: Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, os vereadores Carlos Bolsonaro e Jair Renan, além de 50 deputados federais. Flávio foi oficializado como porta-voz do pai, Jair Bolsonaro.
SEM ESPAÇO VAZIO
A formação do núcleo reforça a preocupação da família para ocupar rapidamente o vácuo deixado pelo ex-presidente e retomar o controle sobre a articulação política nacional — movimento que também projeta efeitos para os diretórios estaduais, inclusive no Ceará.
UNIFICAÇÃO DO DISCURSO
A presença da família Bolsonaro no centro das decisões é vista por deputados como uma tentativa de unificar o discurso interno e reduzir a disputa por protagonismo que começou no sábado, após a detenção do ex-presidente.
Uma das pautas definidas na reunião do PL é a prioridade para a bancada do partido retomar o debate sobre o projeto de lei que garante a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
O PL não aceita proposta de redução de penas dos condenados na chamada trama golpista e querem a anistia geral. Um dos principais beneficiados é o ex-presidente Jair Bolsonaro que, desde o último sábado (22), está preso nas dependências da Polícia Federal, em Brasília.
