CPMI do INSS adia decisão sobre convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas, adiou, nesta quinta-feira (27/11), a votação sobre a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias.

O requerimento deve ser analisado somente na próxima sessão, marcada para 4 de dezembro, em um movimento que pode contribuir para reduzir tensões entre Congresso e Palácio do Planalto.

A convocação de Messias é defendida por parlamentares da oposição e parte do centro, que alegam que o chefe da AGU teria atuado para proteger José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Frei Chico tem ligações com o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), apontado como um dos principais envolvidos no esquema de fraudes.

IRREGULARIDADES

Segundo os autores dos requerimentos, Messias teria sido alertado sobre irregularidades e, mesmo assim, ignorado as denúncias. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o adiamento não altera o compromisso do colegiado: “Em temas de interesse público, a verdade sempre encontra seu caminho, e o Parlamento existe para permitir que ela apareça.”

A decisão pelo adiamento foi anunciada por Viana durante a sessão, mantendo o clima de expectativa sobre um dos pontos mais sensíveis da investigação.