A cada três moradores de favela, dois residem em áreas sem arborização

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%).

Em novembro do ano passado, o IBGE já havia revelado que o país tinha 16,4 milhões de habitantes em 12.348 favelas em 2022. Agora se sabe que 10,4 milhões dessas pessoas estão em trechos de vias sem uma árvore sequer.

Árvore de 1,7m

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo.

O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

A pesquisa identificou que, quanto menos populosa a comunidade, maior a proporção de moradores com árvore na frente de casa.

Nas favelas com até 250 habitantes, 45,9% moravam perto de árvore. Nas com mais de 10 mil, apenas 31,8%.

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