Datafolha mostra Flávio com 36% na disputa presidencial e mostra força eleitoral do bolsonarismo

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 36% das intenções de voto na disputa pela Presidência da República em 2026.

O dado ganha ainda mais relevância porque o levantamento foi realizado antes do anúncio feito pelo próprio Flávio, na sexta-feira (5), de que havia sido escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para representar o bolsonarismo na corrida pelo Palácio do Planalto.

PERFIL DA PESQUISA

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre terça (2) e quinta-feira (4), em 113 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa confirma que o sobrenome Bolsonaro mantém forte peso eleitoral e que o clã continua sendo o principal polo de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o Datafolha, a pulverização dos nomes de direita e a elevada rejeição de pré-candidatos tornam extremamente improvável uma definição no primeiro turno.

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CENÁRIOS DE SEGUNDO TURNO

No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista marca 51%, contra 36% do senador — avanço para Lula em relação ao levantamento anterior, quando venceu por 48% a 37%.

O crescimento da vantagem indica que o cenário seguiu se movendo no período entre as duas pesquisas, mesmo antes da formalização da pré-candidatura de Flávio.

Outros integrantes do clã também foram testados:


• Eduardo Bolsonaro (PL-SP) caiu de 37% para 35%, enquanto Lula subiu de 49% para 52%, dentro da margem de erro.


• Michelle Bolsonaro (PL-DF) aparece com 39%, perdendo para Lula, que marca 50% — resultado que reflete o desgaste público recente da ex-primeira-dama após confrontos internos com os filhos do ex-presidente preso.

GOVERNADORES

Entre os nomes de direita fora da família Bolsonaro:


• Tarcísio de Freitas (Republicanos) perde para Lula por 47% a 42%; em julho, o placar era 45% a 41%, mostrando estabilidade do governador paulista dentro da margem de erro.


• Ratinho Jr. (PSD) mantém a competitividade: antes perdia por 45% a 40%; agora, marca 41%, contra 47% do atual presidente.