Guerra contra o descaso da Enel: Prefeito de São Paulo cobra intervenção federal e acusa concessionária de não atender a cidade

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que considera necessária uma intervenção do Governo Federal na Enel diante das falhas no fornecimento de energia elétrica na capital. Segundo ele, dados do sistema de monitoramento SmartSampa mostram que a empresa não possui nas ruas o número de equipes que afirma ter mobilizado.

Em entrevista à CBN, Nunes disse que a Enel não tem 1.500 equipes em campo, como divulgado pela concessionária. De acordo com o prefeito, o cruzamento das placas dos veículos informados pela empresa com as câmeras do SmartSampa identificou menos de 40 veículos circulando na cidade.

“Estou na rua direto. Não tem essas 1.500 equipes. As placas que a Enel diz que tem não aparecem circulando em nenhum local da cidade de São Paulo”, declarou Ricardo Nunes, ao chamar atenção para os efeitos da demora no atendimento.

Segundo ele, há 48 árvores caídas há mais de 70 horas na capital aguardando o desligamento da rede elétrica para que a remoção seja feita com segurança. “Estamos esperando a Enel vir desligar a energia para a árvore ser removida, porque há risco de energizar algum funcionário”, afirmou.

Para Nunes, se o número de equipes anunciado pela empresa fosse real, o serviço já teria sido restabelecido. Ele destacou que a Prefeitura tem feito pressão diante da incapacidade da concessionária de atender às demandas da cidade. “Cada vez que tiver vento ou chuva, nós vamos passar por isso. Essa empresa não tem mais condições de continuar em São Paulo”, disse.

O prefeito defendeu que o Governo Federal inicie o processo de intervenção e de caducidade do contrato da Enel, com a posterior contratação de uma empresa que tenha condições de prestar o serviço. “Como essa empresa está prestando um atendimento muito ruim, precisamos pedir que ela seja retirada e substituída por outra que tenha capacidade, como ocorreu em Goiás”, afirmou.

Ricardo Nunes também criticou a possibilidade de antecipação da renovação do contrato da Enel, que vence em 2028, mencionando que o tema chegou a ser cogitado pelo Ministério de Minas e Energia.