Racismo nas categorias de base volta a manchar o futebol cearense e exige reação imediata

Um episódio de racismo no futebol de base voltou a expor a urgência de medidas firmes para conter esse tipo de crime no esporte. A final da SuperCopa Seromo Sub-15, disputada nesta sexta-feira (12) entre Ceará e Fortaleza, terminou com repercussão nacional após uma denúncia de injúria racial.

De acordo com o Ceará Sporting Club, o atleta Moisés, da equipe alvinegra, foi alvo de ofensas racistas logo após o fim da decisão por pênaltis. Segundo o clube, o jogador teria sido chamado de “macaco” por um atleta do Fortaleza, logo após o encerramento da partida que definiu o título estadual da categoria.

Em nota oficial, o Ceará classificou o episódio como inaceitável, repudiou veementemente qualquer forma de discriminação e afirmou que não tolera práticas racistas em nenhuma circunstância.

O clube informou ainda que irá adotar todas as medidas cabíveis, com a apresentação de notícia de infração ao Tribunal de Justiça Desportiva do Ceará (TJD-CE), buscando a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis.

INDIGNAÇÃO

Tomado pela mais profunda indignação, o Ceará Sporting Club vem repudiar veementemente a injúria racial sofrida pelo atleta Moisés, da categoria Sub-15, durante a final da SuperCopa Seromo. Conduta inaceitável em qualquer ambiente da sociedade”, diz trecho da nota.

O clube também manifestou apoio irrestrito ao atleta, colocando-se à disposição para oferecer todo o suporte necessário e minimizar os impactos do episódio.

O caso é um alerta sobre a necessidade de ações educativas, punições rigorosas e fiscalização efetiva, especialmente nas categorias de base, que precisam aprender, desde cedo, lições de respeito e cidadania.

Bruno Cortez, técnico da equipe, denunciou o episódio em seu instagram e manifestou apoio ao jovem.

Confira o depoimento do técnico: